Por: Maria do Desterro Leiros da Costa
Na transbordante beleza
Das formas e tecituras,
Construiu os universos
Deu vida às criaturas.
Exímio na grande arte
De planejamento e feitura,
Dotou-lhes de inteligência,
Razão e livre regência,
Como diz a Escritura.
Compartilhou Seu reflexo,
Imagem e semelhança,
Deu-lhes forma, consciência
E canais de transcendência
Para uma eterna aliança.
Assinou de próprio punho
Seus códigos nucleares,
Ímpares, irrepetíveis,
Com letras inconfundíveis
Nas belas hélices pares.
Singulares e diversos,
Únicos como as digitais,
De uma só paternidade,
Somos Dele a humanidade,
Temporariamente mortais.
