Sob os aplausos do público presente no Adro da Igreja de São Francisco, o prefeito Luciano Cartaxo e o diretor executivo da Funjope, Maurício Burity, comemoram o sucesso da abertura do I Festival Internacional de Música Clássica de João Pessoa, neste domingo (26). A apresentação de abertura teve a regência do maestro da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa (OSMJP), que contou com a participação especial de Wagner Tiso e Leo Gandelman, como solistas.
“A abertura do Festival foi um sucesso grandioso, tanto no que se refere à presença do público quanto à qualidade da apresentação da nossa Orquestra Sinfônica”, avaliou Luciano Cartaxo. O prefeito acompanhou o show ao lado da primeira-dama do Município, Maísa Cartaxo, do vice-prefeito, Manoel Junior, e do secretário executivo da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Maurício Burity.
Para Luciano Cartaxo, o Festival Internacional de Música Clássica vem se consolidando como uma tradição da cidade neste segmento musical. “Esta é uma oportunidade de dar ao público acesso gratuito à música erudita”, assegurou.
O concerto foi aberto com o “Hino Nacional Brasileiro”, executado pela Orquestra Sinfônica Municipal e, em sequência, os solistas Leo Gandelman e Wagner Tiso iniciaram suas participações. Durante a apresentação, Leo Gandelmam destacou que estava apresentando arranjos inéditos, como na música “Furuvude” (Leo Dandelman e Willin Magalhães).
Fechando a abertura, os dois solistas tocam juntos músicas conhecidas como “Wave” (Tom Jobim) e “Chega de Saudade” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes), entre outras.
Promovido pela Prefeitura da Capital, através da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), o evento, que tem o patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Ministério da Cultura, será encerrado dia 2 de dezembro, com concerto da OSMJP, no Parque da Lagoa.
Nos sete dias de evento, a Capital terá 23 concertos nas igrejas do Centro (Igreja de São Francisco, do Carmo, da Misericórdia, no Mosteiro de São Bento e na Primeira Igreja Batista), e 14 masterclasses (flauta doce, violino, viola, violoncelo e piano), que serão realizadas no Hotel Globo, Igreja de São Francisco e no Centro Cultural Casa da Pólvora, sempre no período da manhã.
PROGRAMAÇÃO DESTA SEGUNDA
A programação começa às 10h, no Hotel Globo. No local serão realizadas as masterclasses de viola e violino, ministradas, respectivamente, pelo violista tcheco Vilém Kijonka e pela violinista russa Masha Iakovleva. Vilém Kijonka estudou em Praga no Conservatório e na Academia de Música, e desde 2001 no Conservatório de Amsterdam com Nobuko Imai e Michael Gieler. Faz partes da famosa Orquestra do Concergebouw de Amsterdam (Holanda).
Masha Iakovleva é nascida em Moscou onde teve suas primeiras aulas com Bojarskaya aos 7 anos de idade. Tocou com varias orquestras européias, entre elas a Orquestra Filarmônica de Bergen (Noruega), Orquestra de Câmara da Noruega, West-Deutsch Rundfunk de Colônia, Sinfonietta Amsterdam e desde 1996 faz parte dos primeiros violinos da Filarmônica da Radio Holandesa. Tem se dedicado intensamente com concertos beneficentes na Holanda para ajudar a Ação Social pela Música – Núcleo João Pessoa (ASMJP).
Já no Centro Cultural Casa da Pólvora, também às 10h, acontece a masterclass de Violoncelo como violoncelista polonês, Tomasz Daroch. Nasceu em uma família artística em Lodz, na Polônia. Ele começou a tocar violoncelo aos sete anos de idade. Diplomado com distinção na Staatliche Hochschule für Musik und Darstellende Kunst (Escola de música) em Mannheim (Alemanha) e na Academia de Música de Bacewicz em Lodz (Polônia). Atualmente trabalha como assistente na Academia de Música de Lodz.
Concertos – O primeiro concerto desta segunda-feira será de responsabilidade da Orquestra da Ação Social pela Música – Núcleo João Pessoa (ASMJP) com regência de Samuel Espinoza (Chile/Brasil). A apresentação acontece às 14h30, no Mosteiro de São Bento. A Orquestra é formada por estudantes de 6 a 16 anos do projeto Ação Social Pela Música do Brasil (ASMB), Núcleo João Pessoa, que atende atualmente 140 crianças na capital paraibana. Em João Pessoa, a iniciativa começou no Alto do Mateus, ensinando cerca de 70 crianças e adolescentes a partir de julho de 2015. Os alunos, de 6 a 16 anos, primeiro aprendem a tocar instrumentos de corda, que são viola, violino, violoncelo e contrabaixo. Depois aprendem a atuar como orquestra. Além do Alto do Mateus, o Ação Social Pela Música do Brasil passou a atuar também no bairro de Mangabeira, no Centro Cultural Tenente Lucena, na Casa da Pólvora e no Gervásio Maia (Centro Cultural Gervásio Maia). Estão à frente do projeto em João Pessoa os professores Hector Rossi e Samuel Espinoza.
Às 16h, na Primeira Igreja Batista, no Centro, o grupo Top Five, do Brasil, realiza um concerto. O grupo é formado por alunos do Projeto Ação Social Pela Música do Brasil junto com Thais Ferreira, professora de violoncelo do projeto, formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. O quinteto foi formado com o objetivo de fazer um repertório diversificado. Nos violoncelos, Thais Ferreira, Jonas Bispo, Jean Barreto e Rogério Ribeiro, no contrabaixo David Nascimento. O Quinteto tem se apresentado em diversos espaços como faculdades de música, igrejas, e dentro do circuito tradicional de Música nos Museus.
O terceiro concerto do primeiro dia acontece às 18h na Igreja do Carmo com três artistas brasileiros: Ana de Oliveira (Violino) Dhian Toffolo (Viola) e Marcus Ribeiro (Violoncelo). Ana de Oliveira é uma violinista brasileira, que se graduou na classe de Rainer Kussmaul na Escola Superior de Música em Freiburg (Alemanha), onde viveu por nove anos. Foi também aluna de Lola Benda e Uwe Kleber no Brasil e Federico Agostini na Alemanha.
Dhian Toffolo iniciou os estudos musicais com dois anos de idade e com oito anos entrou no Conservatório Tatuí (SP) e concluiu o curso de violino aos 16 anos. O violoncelista brasileiro, Marcus Ribeiro, frequentou, a convite de Antônio Menezes, a seleta classe do renomado artista na Academia de Música na Basileia (Suíça), onde obteve o título de Mestre. Atualmente é violoncelista da Orquestra Sinfônica Nacional e convidado com frequência a participar de várias orquestras brasileiras.