Na Inglaterra, Paulinho foi massacrado por causa da passagem ruim pelo Tottenham em 2013, quando o time pagou 17 milhões de libras (pouco mais de R$ 73 milhões hoje em dia) para tirá-lo do Corinthians. Mas o volante deu a volta por cima na China, se consolidou na seleção brasileira e se tornou titular no Barcelona, onde chegou no início da temporada. Seu retorno à Terra da Rainha será nesta terça-feira, no amistoso entre Inglaterra e Brasil. Diante desse cenário, o jornal “The Independent” afirmou que o brasileiro merece desculpas dos torcedores e da própria imprensa britânica.
Quando saiu para acertar com o Guanghzou Evergrande, da China, Paulinho ganhou até um “obituário” do seu futebol, dado como um morto. Quis o destino que a situação mudasse por completo.
“A saída de Paulinho do futebol inglês, no verão de 2015, quase não foi notada, e certamente não deixou ninguém de luto. Ele não havia feito absolutamente nada pelo Tottenham naquela temporada, havia perdido seu espaço na seleção brasileira após uma Copa do Mundo desastrosa e assinou com um clube chinês. Tudo apontava que sua carreira havia morrido”, lembrou o jornal The Independent, um dos mais importantes da Inglaterra.
“Seus seis gols nas eliminatórias ajudaram o Brasil a se classificar facilmente para a Copa do Mundo da Rússia. Enquanto isso, ele passou por provações ao ser considerado a pior contratação do Barcelona desde Christophe Dugarry, mas justificou tranquilamente os 36 milhões de libras investidos nele, marcando gols decisivos e oferecendo algo que estava faltando no meio-campo do Barça”, decretou o jornal.
A publicação ainda afirma que Paulinho retorna ao país “de maneira notável” e como um jogador-chave da seleção brasileira.
“No entanto, Paulinho está de volta, e de maneira notável. Dois anos e meio após ficar até mesmo fora do banco na final da Copa da Liga Inglesa contra o Chelsea, o volante de 29 anos irá retornar a Wembley na terça à noite em outra condição: não como um flop caríssimo, ou um atleta em fim de carreira, ou um atleta que Mauricio Pochettino [atual técnico dos Spurs] decidiu que era menos útil que Ryan Mason ou Nabil Bentaleb, mas como um jogador-chave naqueles que são hoje talvez o melhor time e a melhor seleção do mundo”, acrescenta o diário.


