O Nordeste brasileiro atravessa um período de forte expansão econômica e reúne condições para avançar em uma nova etapa de desenvolvimento baseada em investimentos, inovação, infraestrutura e transição energética. A avaliação foi apresentada pelo superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Francisco Alexandre, durante o evento Nordeste em Pauta: Resultados e Perspectivas da Região que Mais Cresce no País, realizado em Brasília.
Durante debate sobre inovação, sustentabilidade e oportunidades econômicas, o gestor destacou que o desempenho recente da região é resultado da diversificação das atividades produtivas e do fortalecimento de diferentes setores da economia.
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Segundo Francisco Alexandre, após os impactos provocados pela pandemia, o Nordeste passou a registrar crescimento impulsionado por áreas como comércio, serviços, indústria de transformação, construção civil e agropecuária. Para ele, a capacidade de diferentes segmentos assumirem protagonismo em momentos distintos tornou a economia regional mais sólida e menos dependente de uma única atividade.
“O Nordeste conseguiu formar uma base produtiva diversificada, capaz de sustentar o crescimento econômico por meio da complementaridade entre diferentes segmentos”, afirmou.
Os números apresentados durante o evento também evidenciam a transformação econômica vivida pela região na última década. De acordo com o presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, o Produto Interno Bruto (PIB) nordestino saltou de cerca de R$ 724 bilhões para aproximadamente R$ 1,76 trilhão no período, acumulando crescimento superior a R$ 1 trilhão.
Além do avanço da atividade econômica, o mercado de trabalho também apresentou evolução significativa. Dados divulgados durante o encontro apontam que a taxa de desemprego caiu de aproximadamente 19% em 2021 para cerca de 8% atualmente. Nos últimos 12 meses, mais de 347 mil empregos formais foram criados na região.
Apesar dos resultados positivos, Francisco Alexandre ressaltou que o crescimento não ocorre de forma uniforme entre os estados nordestinos. Segundo ele, as diferenças nas estruturas produtivas fazem com que cada unidade da federação responda de maneira distinta aos ciclos econômicos, especialmente em setores como agropecuária e indústria.
Ao abordar os desafios para os próximos anos, o superintendente destacou a necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura logística, energética e hídrica. Entre os projetos considerados fundamentais para elevar a competitividade regional estão a Ferrovia Transnordestina, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a expansão dos portos e os empreendimentos ligados à economia de baixo carbono.
Na avaliação da Sudene, o Nordeste possui condições favoráveis para liderar a agenda de transição energética no país, especialmente com o crescimento das energias renováveis e do hidrogênio verde.
“O avanço das energias renováveis, do hidrogênio verde e das novas cadeias produtivas associadas à transição energética abre oportunidades importantes para atração de investimentos, geração de empregos qualificados e inovação”, destacou Francisco Alexandre.
A autarquia também avalia que a modernização da infraestrutura, aliada a investimentos em conectividade digital, saneamento básico e planejamento de longo prazo, será decisiva para consolidar um ciclo sustentável de crescimento e reduzir desigualdades históricas.
O evento reuniu representantes do setor público, instituições financeiras e iniciativa privada para discutir os resultados recentes da economia nordestina e as perspectivas para os próximos anos.
Redação com informações da Sudene.
