A projeção de crescimento da economia brasileira em 2026 caiu de 2% para 1,9% na manhã desta quinta-feira (11), revelou o Banco Mundial. Além do cenário econômico externo, fatores como a diminuição do ritmo de consumo das famílias e o patamar elevado da taxa básica de juros foram utilizados como justificativas pela instituição.
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Os conflitos no Oriente Médio foram amplamente citados pelo documento do Banco, devido ao impacto tanto em setores energéticos como no enfraquecimento do comércio global.
“Prevê-se que o crescimento abrande em todas as regiões em 2026, em grande parte devido às consequências do conflito no Médio Oriente, ao abrandamento do comércio e ao aperto das condições monetárias”, disse a instituição.
De acordo com as projeções do Banco, a desaceleração econômica no Brasil será puxada, principalmente, pelo enfraquecimento do consumo privado.
A instituição explica que o desempenho mais retraído estimado para 2026 “está associada a um crescimento mais suave no consumo privado e nas exportações em relação a 2025, devido ao enfraquecimento do crescimento global e a condições monetárias mais rigorosas”.
O cenário se agrava com a estagnação do processo de desinflação no país, influenciada por pressões no setor energético, enquanto as condições financeiras restritivas limitam os investimentos.
No entanto, apesar desse ajuste, o forte fluxo de exportações de commodities ajuda a manter o nível da economia brasileira, garantindo uma projeção de crescimento médio de 2,1% para o biênio 2027-2028.