A indústria brasileira registrou crescimento em abril após um ano de retração, impulsionada principalmente pelo avanço das exportações. Dados do Índice de Gerentes de Compras (PMI), divulgado nesta segunda-feira (4), mostram que o indicador subiu para 52,6, o maior nível em 14 meses, após marcar 49,0 em março, acima de 50, o índice indica expansão da atividade.
O aumento da produção foi o primeiro em um ano e ocorreu em ritmo mais intenso desde março de 2025. Segundo a pesquisa, o desenvolvimento foi sustentado por maior demanda internacional, com empresas registrando crescimento expressivo nos pedidos externos, atingindo o nível mais alto em cerca de um ano e meio.
Apesar do cenário positivo nas exportações, o mercado interno continua enfraquecido. O volume total de novos pedidos caiu pelo 13º mês consecutivo.
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A diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima, avaliou o mês como de desempenho “misto”, destacando que o avanço da produção foi parcialmente compensado pela fragilidade da demanda doméstica.
Outro fator que influenciou o setor foi o cenário internacional. A guerra no Oriente Médio pressionou os custos de produção, elevando os preços de insumos como combustível, frete e matérias-primas. Essa alta foi a mais intensa desde o período da pandemia de Covid-19, segundo o levantamento.
Mesmo com o aumento dos custos, as indústrias repassaram apenas parte dessas elevações aos preços finais, absorvendo uma parcela significativa das despesas adicionais.

