A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, voltou a defender a aprovação da 16ª Revisão Geral de Cotas do organismo, que propõe elevar em 50% a contribuição financeira dos países-membros. A medida, no entanto, não altera a distribuição do poder de voto dentro da instituição e aguarda análise do Congresso dos Estados Unidos desde o governo de Donald Trump.
Durante evento que antecede as reuniões de Primavera do Fundo, em Washington, Georgieva destacou a importância da proposta diante de um cenário global incerto. Segundo ela, o fortalecimento financeiro do FMI é necessário para garantir capacidade de resposta a possíveis crises.
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Ao comentar o papel das economias emergentes, a diretora citou países como Brasil e Índia. De acordo com Georgieva, embora essas nações não dependam de empréstimos da instituição, continuam necessitando do monitoramento e do apoio do Fundo, especialmente para contribuir com a estabilidade de regiões vizinhas.
A chefe do FMI também ressaltou que a revisão vai além do aumento de recursos, representando um compromisso coletivo dos países-membros com o fortalecimento da instituição.
O Brasil já manifestou apoio à aprovação da 16ª revisão e defende o avanço para a próxima etapa. Em outubro do ano passado, durante reuniões anuais do Fundo, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou avanços concretos na 17ª Revisão Geral de Cotas, que só poderá ser discutida após a conclusão da atual.
Além disso, o governo brasileiro tem defendido mudanças na distribuição do poder de voto dentro do FMI. A proposta, porém, enfrenta resistência de países com maior influência, como o Japão, que mantém participação ligeiramente superior à da China e não demonstra disposição em ceder espaço.