Gás de cozinha sobe para R$ 120 na Paraíba e ameaça continuidade do programa Gás do Povo, diz sindicalista

Quase meio de milhão de famílias da Paraíba terão direito a gás de cozinha gratuito garantido por novo programa - Foto: Antônio Ortilo/Arquivo A União
Foto: Antônio Ortilo/Arquivo A União

O aumento no preço do gás de cozinha já começa a pesar mais uma vez no bolso dos paraibanos. O botijão de 13 quilos pode ser encontrado por cerca de R$ 120 em pontos de revenda no estado, segundo informou o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás da Paraíba (Sinregás), Marcos Antônio Bezerra, em entrevista à rádio CBN.

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De acordo com ele, o reajuste é resultado de uma cadeia de fatores que vai além do mercado local.

“Tudo isso começou com esse impasse do Oriente Médio. […] Chegou o aumento de combustível, agora chegou o aumento do gás, chegou o aumento do frete consequentemente, porque o nosso gás aqui vem de Pernambuco transportado em caminhões”, explicou.

Segundo Marcos Antônio, o impacto logístico tem peso na composição do preço final. Com o aumento dos combustíveis e do transporte, o custo para os revendedores subiu, sendo repassado ao consumidor.

Programa Gás do Povo entra em alerta

Além do encarecimento do produto, ainda há um sinal de alerta sobre a continuidade do programa Gás do Povo, do Governo Federal, voltado para famílias de baixa renda.

O presidente do sindicato afirmou que o modelo atual pode se tornar inviável para os revendedores caso não haja ajuste nos valores repassados pelo governo: “Com esse aumento do gás, se o governo não mexer na tabela, fica inviável para a gente, porque o preço que o governo paga no gás do povo é o preço que eu estou comprando na distribuidora”.

Ele destacou que, em alguns estados, já há suspensão temporária da participação no programa por parte de revendedores, justamente por conta da falta de margem financeira. “Hoje então fica uma operação sem liquidez”, reforçou.

Na Paraíba, embora ainda não haja paralisação oficial, o setor admite que pode rever a adesão nos próximos dias. “Temporariamente, eu não vou dizer que vou deixar automaticamente de atender, mas é caso a se pensar”, afirmou.

Diante do cenário, representantes do setor em todo o país devem intensificar o diálogo com o governo federal para tentar ajustar os valores do subsídio e garantir a continuidade do programa.

 

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