A possibilidade de veículos elétricos fabricados na China circularem entre Canadá e Estados Unidos gerou reação de autoridades americanas. O embaixador dos EUA no Canadá, Pete Hoekstra, afirmou que automóveis desse tipo adquiridos em território canadense não deverão ser aceitos na entrada dos Estados Unidos.
Segundo ele, há preocupações relacionadas à segurança de dados. “Esse carro circulando da China é um grande consumidor de dados e informações”, declarou em entrevista ao portal Rebel News, sugerindo riscos no uso desses veículos.
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A fala ocorre após um acordo firmado no início do ano entre Canadá e a China, que permite a importação de até 49 mil veículos elétricos montados no país asiático com tarifas reduzidas. Antes disso, os automóveis chineses enfrentavam uma taxação de 100% para entrar no mercado canadense.
A mudança foi articulada pelo primeiro-ministro Mark Carney durante viagem a Pequim, onde se reuniu com o presidente Xi Jinping. Em contrapartida, o governo chinês concordou em aliviar tarifas sobre produtos agrícolas canadenses.
O acordo, no entanto, gerou críticas dentro da indústria automotiva. A CEO da General Motors, Mary Barra, alertou que a medida pode prejudicar a produção de veículos na América do Norte.
Apesar do tom firme, as declarações de Hoekstra não configuram, até o momento, uma política oficial do governo dos Estados Unidos, e a Casa Branca ainda não anunciou qualquer proibição formal. Ainda assim, a posição evidencia o desconforto de Washington diante da aproximação comercial entre Canadá e China, rivais no cenário geopolítico global.
O tema ganha ainda mais relevância diante da revisão prevista para o acordo comercial entre EUA, México e Canadá, o que aumenta a incerteza sobre o futuro das relações econômicas na região.
Até o momento, representantes do governo canadense não se manifestaram sobre o assunto.