Considerada um dos períodos mais complexos para o transporte rodoviário, a Páscoa exige um planejamento especial das empresas de logística. O transporte de itens como ovos de chocolate e pescados requer cuidados específicos e uma rede de distribuição ágil. Neste ano, o setor projeta um volume de movimentação superior ao de 2025, consolidando a data como um pilar essencial para o faturamento das transportadoras brasileiras.
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Para 2026, a expectativa é de novo crescimento no consumo. Projeções da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) indicam alta de até 10% no volume de vendas no período, impulsionada principalmente por produtos sazonais. Esse avanço impacta diretamente o transporte rodoviário, elevando o volume de cargas e a complexidade das operações logísticas.
De acordo com Arlan Rodrigues, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste (Fetranslog/NE), o período exige planejamento antecipado, reforço de frota e atenção redobrada às condições das rodovias e à segurança das cargas.
“Datas como a Páscoa evidenciam o papel estratégico do transporte rodoviário de cargas para a economia. Não se trata apenas de atender a uma demanda maior, mas de assegurar que toda a cadeia funcione com eficiência e segurança, especialmente em um cenário de maior pressão operacional”, destaca a entidade.
Além do aumento da demanda, a natureza das mercadorias transportadas também exige atenção especial. Produtos como chocolate demandam controle rigoroso de temperatura e umidade ao longo de toda a cadeia logística. Pequenas falhas podem comprometer a qualidade e gerar prejuízos relevantes, tornando o planejamento ainda mais estratégico.
Diante desse cenário, a FetranslogNE reforça a importância da gestão de riscos aliada ao planejamento logístico, com adoção de tecnologias de monitoramento, definição de rotas mais seguras e boas práticas operacionais.