Governo avalia recuar na “taxa das blusinhas” após queda de popularidade

(Foto: Reprodução)

O Governo Federal estuda recuar ou ajustar a taxação sobre importações de pequeno valor, a chamada “taxa das blusinhas”. A medida, que incide sobre compras de até US$ 50, enfrenta um desgaste crescente junto aos consumidores brasileiros. O cenário de reavaliação, antecipado pelo portal Metrópoles, reflete o temor do impacto inflacionário e da perda de popularidade entre a classe média e as famílias que utilizam plataformas internacionais de e-commerce.

Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.

Levantamento da AtlasIntel aponta que 62% dos brasileiros consideram a taxa um erro, enquanto 30% avaliam a medida como positiva. Os dados ampliaram o debate interno sobre a política, que passou a ser analisada também sob a ótica de seus efeitos sociais e econômicos.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que o impacto fiscal de uma eventual retirada da cobrança é reduzido, indicando que o tema não representa um desafio significativo para as contas públicas. “Em relação à taxa das blusinhas, com ou sem, isso não dá um grande impacto no orçamento, estamos falando de uma arrecadação que, no ano passado, deu quase R$ 2 bilhões”, declarou na segunda-feira (30).

Segundo a ministra, a discussão sobre o tema deverá ocorrer no Congresso Nacional. Ela ressaltou ainda que o assunto não foi tratado formalmente dentro do governo nem no âmbito da Junta de Execução Orçamentária.

No campo fiscal, Tebet destacou que a arrecadação federal tem apresentado crescimento mesmo sem elevação de impostos, em parte influenciada pelo cenário internacional. “Não existe lado bom na guerra, mas a arrecadação tem crescido sem aumentar impostos”, afirmou. Nesse contexto, a eventual perda de cerca de R$ 2 bilhões por ano é considerada absorvível no Orçamento.

A taxação sobre compras internacionais foi implementada com o objetivo de reforçar a arrecadação e reduzir a concorrência considerada desigual com o varejo nacional. A partir de 2023, a cobrança passou a ser aplicada com mais rigor, incluindo tributos como o ICMS e, em alguns casos, imposto de importação, o que elevou o preço final dos produtos.

Desde então, a medida tem gerado debate entre diferentes setores. Consumidores criticam o aumento de custos, enquanto representantes da indústria e do comércio defendem a manutenção da taxa como forma de proteger a produção nacional e preservar empregos.

Crédito: Brasil 247

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de PrivacidadeTermos de Uso
Acessar o conteúdo