A Dívida Bruta do Governo Geral chegou a 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$10,2 trilhões, conforme dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Banco Central. O indicador teve aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Segundo o BC, o crescimento foi influenciado principalmente pela incorporação de juros nominais, responsável por 0,7 ponto percentual da alta. Também contribuíram a emissão líquida de dívida (+0,1 p.p.), enquanto a valorização cambial (-0,1 p.p.) e a variação do PIB nominal (-0,3 p.p.) atuaram para conter o avanço.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
No acumulado do ano, a dívida bruta subiu 0,6 ponto percentual do PIB, puxada sobretudo pelos juros (+1,6 p.p.), parcialmente compensados pelo crescimento do PIB nominal e pela valorização cambial.
Já a Dívida Líquida do Setor Público atingiu 65,5% do PIB (R$8,4 trilhões) em fevereiro, com alta de 0,6 ponto percentual no mês. O resultado reflete principalmente o impacto dos juros, além da valorização do câmbio, do déficit primário e de outros ajustes na dívida externa.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a dívida líquida avançou 0,3 ponto percentual do PIB, influenciada pelo acúmulo de juros e pela variação cambial, apesar de efeitos compensatórios como o superávit primário e o crescimento da economia.
O setor público consolidado, que reúne União, estados, municípios e estatais, registrou déficit de R$16,4 bilhões em fevereiro de 2026. Apesar do resultado negativo, o número representa melhora em relação aos anos anteriores recentes.
No detalhamento, o Governo Central apresentou déficit de R$29,5 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram saldo negativo de R$568 milhões. Por outro lado, os governos regionais registraram superávit de R$13,7 bilhões, ajudando a reduzir o impacto total nas contas públicas.