Os preços dos medicamentos no Brasil poderão ter reajuste médio de até 3,81% em 2026, conforme definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. O aumento segue critérios técnicos e não é aplicado automaticamente nas farmácias.
A revisão ocorre uma vez por ano e considera fatores como inflação, custos da indústria farmacêutica, produtividade e dinâmica de mercado. Em geral, medicamentos com maior concorrência tendem a alcançar índices mais próximos do teto permitido, enquanto aqueles com menos alternativas registram reajustes menores.
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Apesar da autorização, o impacto para o consumidor não é imediato. Parte das farmácias ainda comercializa estoques adquiridos antes da atualização, o que pode retardar o repasse integral dos novos valores. Com isso, a elevação tende a acontecer de forma gradual ao longo das semanas seguintes.
Segundo Maurício Filizola, presidente da rede Farmácia Santa Branca e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza, o reajuste segue um padrão já consolidado. “Esse aumento ocorre uma vez por ano, normalmente entre o fim de março e o início de abril”, afirma. Ele destaca ainda que o percentual previsto para 2026 está entre os menores registrados nos últimos anos.
Filizola também ressalta que a definição dos índices não parte do varejo. “O reajuste não é feito pelas farmácias, mas definido dentro da CMED, com participação da indústria e de ministérios do governo federal”, explica.
O aumento abrange principalmente medicamentos regulados, incluindo os de prescrição médica. Diante disso, a orientação é que consumidores pesquisem preços e considerem alternativas mais econômicas, como os medicamentos genéricos, que, por lei, devem custar pelo menos 35% menos que os de referência e já representam uma parcela significativa do mercado.
A oficialização dos novos valores depende da publicação no Diário Oficial da União, prevista até o fim de março. Após isso, fabricantes, distribuidores e farmácias poderão aplicar os reajustes, respeitando os limites estabelecidos.