Após meses seguidos de queda, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou recuperação em março. Segundo o Ibre, da FGV, o indicador avançou 2,0 pontos em relação a fevereiro, alcançando 88,1 pontos na série com ajuste sazonal.
Enquanto o Índice de Expectativas (IE) apresentou alta expressiva de 3,4 pontos, chegando a 92,1 pontos, o Índice de Situação Atual (ISA) teve leve recuo de 0,3 ponto, ficando em 83,2 pontos. Isso indica que, embora o cenário presente ainda inspire cautela, os consumidores estão mais otimistas em relação ao futuro.
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Entre os fatores que contribuíram para essa melhora estão a estabilidade do emprego e da renda, o controle da inflação e a recente queda nas taxas de juros, que tendem a impactar positivamente a percepção dos consumidores.
Dentro das expectativas, o destaque foi o avanço da avaliação sobre a situação financeira futura das famílias, que subiu 6,5 pontos. Também houve crescimento na percepção da economia local futura e na intenção de compra de bens duráveis.
Na análise por faixa de renda, a confiança aumentou entre a maioria dos grupos, com destaque para as famílias que recebem até R$ 2.100, que registraram a maior alta. Por outro lado, consumidores com renda superior a R$ 9.600 foram a única faixa a apresentar queda no índice.
A sondagem que embasa os dados foi realizada entre os dias 1º e 20 de março.