O agravamento do conflito no Oriente Médio já provoca efeitos diretos no setor energético global e acende um alerta para a economia mundial. Segundo o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, ao menos 40 infraestruturas de energia na região foram severamente danificadas em meio à escalada da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Diante desse cenário, Birol avalia que a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo, é essencial para conter o choque energético. A tendência, segundo ele, é que os primeiros impactos mais intensos sejam sentidos nos países asiáticos, grandes importadores de energia.
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O diretor da AIE também criticou o uso de reservas estratégicas de petróleo como resposta imediata à crise. Para ele, a medida tem efeito limitado e serve mais para acalmar o mercado do que para resolver o problema estrutural de oferta.
Como alternativa, Birol afirmou que tem mantido diálogo com países produtores, como Canadá e México, para ampliar as exportações e reduzir a pressão sobre o abastecimento global.
Além dos impactos imediatos, o cenário pode acelerar mudanças no setor energético. De acordo com o dirigente, a crise tende a impulsionar a adoção de transportes movidos a eletricidade, embora ele ressalte que a transição para fontes limpas ainda ocorre em ritmo lento.