Brisanet registra queda no lucro em 2025, mas mantém crescimento operacional

Resultado foi impactado por despesa tributária pontual, enquanto receita e base de clientes avançaram com expansão do 5G

Foto: Divulgação

A Brisanet encerrou 2025 com lucro líquido de R$40,9 milhões, resultado 32,7% inferior ao registrado em 2024, quando a companhia havia lucrado R$60,8 milhões. A retração foi influenciada principalmente por um prejuízo pontual de R$24,2 milhões no quarto trimestre.

De acordo com a empresa, o desempenho foi afetado por uma despesa tributária não recorrente ligada ao pagamento de ICMS no Rio Grande do Norte. O impacto contribuiu para reduzir o resultado final, apesar do avanço nas operações ao longo do ano.

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Mesmo com a queda no lucro, os principais indicadores operacionais seguiram em alta. A receita líquida cresceu 17,5%, alcançando R$1,6 bilhão, enquanto o Ebitda somou R$748,8 milhões, com avanço de 23,8% na comparação anual.

Segundo o CEO José Roberto Nogueira, o desempenho foi impulsionado pela intensificação das vendas em áreas já atendidas e pela expansão do 5G em cidades estratégicas do Nordeste, como João Pessoa, Teresina e Petrolina.

No segmento de banda larga fixa, a empresa encerrou o ano com mais de 1,55 milhão de assinantes distribuídos em 158 cidades, além de 7,1 milhões de residências com cobertura. Já no mercado móvel, o crescimento superou 500 mil novos usuários, totalizando 852 mil linhas ativas e presença em mais de 300 municípios, alcançando cerca de 14,7 milhões de pessoas.

No último trimestre de 2025, a receita líquida foi de R$441,9 milhões, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o Ebitda recuou 4,6%, somando R$159,4 milhões.

Os custos e despesas operacionais cresceram no período, refletindo o ciclo de expansão da companhia, especialmente os investimentos em infraestrutura de 5G. Os custos dos serviços prestados chegaram a R$256,3 milhões no trimestre, alta de 19%, impulsionados principalmente pelo aumento da depreciação e amortização.

As despesas operacionais também avançaram 40%, com destaque para o aumento expressivo em outras despesas e na provisão para perdas com crédito.

Apesar da pressão nos custos, a empresa avalia que a maturação da rede móvel deve gerar ganhos de escala e maior eficiência nos próximos anos. Para 2026, a estratégia inclui ampliar a atuação no segmento móvel e expandir operações para novas regiões, com foco inicial no Centro-Oeste do país.

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