A brasileira Amelie Voigt Trejes, de apenas 20 anos, foi apontada como a bilionária mais jovem do mundo em 2026. A informação foi divulgada nesta terça-feira (10) pela revista Forbes, que publicou o ranking anual das pessoas mais ricas do planeta e a lista específica dos bilionários com menos de 30 anos.
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Amelie alcançou a posição após herdar parte da fortuna da WEG, multinacional brasileira do setor de máquinas e equipamentos industriais. A empresa foi cofundada em 1961 por seu avô, Werner Ricardo Voigt, que morreu em 2016. Atualmente, a jovem possui cerca de 2% das ações da companhia, o que lhe garante um patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão.
Com sede em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, a WEG mantém uma estrutura acionária com forte presença familiar. Esse modelo faz com que herdeiros diretos participem do capital da empresa, realidade refletida na lista da Forbes.
Família domina ranking brasileiro
Entre os seis brasileiros presentes no ranking de jovens bilionários, cinco pertencem à mesma família ligada à WEG. Além de Amelie, aparecem na lista:
Dora Voigt de Assis, 28 anos: US$ 1,4 bilhão
Lívia Voigt de Assis, 21 anos: US$ 1,4 bilhão
Felipe Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão
Pedro Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão
Amelie supera por cerca de sete semanas de diferença o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro de uma empresa farmacêutica, que aparece como o segundo bilionário mais jovem da lista global.
Fortuna construída do zero
Entre os brasileiros do ranking, apenas uma jovem aparece como bilionária por ter construído a própria fortuna. Trata-se da empresária Luana Lopes Lara, de 29 anos, cofundadora da Kalshi, plataforma digital que transforma previsões sobre eventos futuros em ativos negociáveis no mercado.
Jovens bilionários pelo mundo
A lista de bilionários abaixo dos 30 anos inclui 35 nomes de diferentes países, com destaque para herdeiros de grandes conglomerados europeus e empreendedores do setor de tecnologia. Entre os patrimônios mais elevados estão os irmãos italianos Luca Del Vecchio e Clemente Del Vecchio, ambos com US$ 6,8 bilhões.
O levantamento mostra ainda forte presença de jovens milionários da Alemanha, Estados Unidos e Europa, além de representantes da Ásia e do Oriente Médio.