O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi aprovado nesta terça-feira (24) pela Representação Brasileira do bloco. Como próximo passo, o texto segue para o Plenário da Câmara, onde deve ser votado ainda nesta semana, de acordo com o presidente da Casa, Hugo Motta.
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“Com as incertezas acerca da imposição de tarifas pelos Estados Unidos, resta ao Brasil lutar pela previsibilidade nas relações comerciais internacionais. Por isso, priorizaremos a votação do acordo Mercosul-UE para a próxima semana”, afirmou Motta nas redes sociais.
O deputado Arlindo Chinaglia, relator da proposta, declarou que o acordo trará uma série de benefícios econômicos ao Brasil, principalmente relacionados ao desenvolvimento dos setores produtivos.
“O Acordo expande nossas oportunidades de inovação, com a importação de bens de capital e as possibilidades abertas por novas técnicas e tecnologias produtivas que podem encaminhar um novo ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico sustentável para a economia brasileira”, pontuou em seu parecer.
O acordo
Assinado em 17 de janeiro deste ano no Paraguai, o tratado de livre comércio tem como objetivo reduzir ou eliminar gradualmente as tarifas de importação e exportação entre a UE e o Mercosul. Atualmente, essas taxas correspondem a mais de 90% do comércio total entre os blocos.
Somado a isso, o acordo também prevê regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, assim como investimentos e padrões regulatórios.
Após 25 anos de negociação, o tratado criará uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, gerando um mercado de mais de 700 milhões de pessoas.