Clima econômico na América Latina melhora em 2025, mas ainda está em terreno fraco

Indicador da FGV mostra recuperação no fim do ano, com destaque para o Brasil, apesar de cenário regional desigual

Foto: Reprodução

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) divulgou que o Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina alcançou 88,5 pontos no quarto trimestre de 2025, o maior nível desde meados de 2024, sinalizando melhora no ambiente econômico regional ao longo do ano, apesar de permanecer abaixo dos 100 pontos que separam condições favoráveis de desfavoráveis.

O relatório mostra que o ICE subiu 10,6 pontos ao longo de 2025, impulsionado em grande parte pela recuperação observada no Brasil, onde o índice avançou 21,9 pontos entre o terceiro e o quarto trimestre, chegando a 88 pontos. Já a Argentina terminou o ano com 102,7 pontos, em terreno favorável.

Desempenho variado entre países

Apesar dessa melhora geral, o panorama foi desigual entre as principais economias da região. México e Colômbia registraram quedas no ICE no período: o México recuou para 68,3 pontos e a Colômbia para 79,8 pontos, refletindo perdas consideráveis no otimismo econômico local.

No total, oito dos dez países analisados apresentaram queda no indicador no quarto trimestre, embora a maior parte dessas retrações tenha sido moderada. Metade das economias pesquisadas ficou em território expansionista (acima de 100 pontos), incluindo Paraguai, Uruguai, Peru, Chile e Argentina.

Componentes do ICE

O ICE é composto por dois subíndices:

Indicador de Situação Atual (ISA), que terminou o último trimestre de 2025 em 84,2 pontos, com avanço de 3,2 pontos em relação ao trimestre anterior.

Indicador de Expectativas (IE), que fechou em 92,9 pontos, com leve alta de 0,2 ponto no período. Ambos os componentes atingiram os níveis mais elevados desde o terceiro trimestre de 2024, embora ainda abaixo do limiar considerado favorável.

No caso do Brasil, o ISA apresentou forte recuperação, passando de 83,3 para 111,1 pontos entre o terceiro e o quarto trimestre de 2025, reforçando a melhoria recente da percepção sobre a economia brasileira. Já o IE brasileiro ficou em 66,7 pontos no último trimestre de 2025, acima do registrado no período anterior.

O estudo aponta que apenas três países, Chile, Argentina e Uruguai, tiveram avaliações positivas em relação às perspectivas econômicas para os próximos meses, ainda que com ressalvas.

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