A apicultura no Alto Sertão da Paraíba passa por um novo momento de fortalecimento, com a expectativa de ampliar em 20% a produtividade de mel e derivados nos próximos dois anos. A iniciativa integra o Plano de Ação Territorial (PAT), desenvolvido dentro do Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter), do Banco do Nordeste (BNB), e deve beneficiar diretamente 63 produtores da região.
O projeto envolve os municípios de Bonito de Santa Fé, Monte Horebe, Poço de José de Moura, São João do Rio do Peixe, São José da Lagoa Tapada e Triunfo, que já mantêm tradição na atividade, geralmente conduzida por famílias em pequenas e médias propriedades rurais.
Em 2025, o BNB liberou R$ 1,3 milhão em financiamentos para os apicultores dos seis municípios participantes do plano. Os recursos foram destinados à ampliação da produção, melhoria da qualidade do mel e fortalecimento da cadeia produtiva local.
Segundo o agente de desenvolvimento João Cavalcante Feitosa, o trabalho tem como foco a integração entre municípios vizinhos e instituições parceiras. “No território, buscamos os municípios mais próximos para, junto com os parceiros, reafirmar o potencial produtivo que já existe no local e promover o desenvolvimento econômico”, destacou.
A região apresenta condições naturais favoráveis à apicultura, principalmente pela vegetação típica da Caatinga. Espécies como marmeleiro, jurema e cajueiro contribuem para a produção de um mel de qualidade, reconhecido pelo sabor e pelas características diferenciadas.
O plano também conta com a participação de gestores municipais, empresas de beneficiamento e comercialização de mel, além de instituições como o Instituto Federal da Paraíba (IFPB), a Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que atuam na capacitação e no suporte técnico aos produtores.
Além do impacto econômico, a apicultura desempenha papel estratégico para o meio ambiente. As abelhas são responsáveis pela polinização de cerca de um terço dos alimentos consumidos, incluindo frutas, legumes e grãos, contribuindo diretamente para a segurança alimentar e a manutenção da biodiversidade.