O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) divulgou, nesta quinta-feira (11), o novo estudo “Ranking dos 100 municípios brasileiros com maior arrecadação de tributos e valores per capita”. João Pessoa é o único município Paraibano da lista, ocupando a 40ª posição com um total de R$ 9.506.856.317,02 de arrecadação total.
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Entre os demais resultados, destacam-se as cidades que ocupam as dez primeiras posições do ranking: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Osasco (SP), Curitiba (PR), Barueri (SP), Porto Alegre (RS), Itajaí (SC) e, por último, Campinas (SP).
São Paulo, em primeiro lugar, contempla uma arrecadação de exatos R$ 581.153.834.597,44, disparadamente a maior do Brasil. O IBPT aponta que a cidade representa, sozinha, 29,72% do total arrecadado pelos 100 municípios e 23,06% do montante nacional (dados mais recentes da análise geral do estudo: 2024).
Ao analisar a arrecadação total dos 100 municípios com os maiores valores, observa-se que, apesar de concentrarem 77.258.944 habitantes — o equivalente a 36,40% da população brasileira —, esses municípios apresentaram um montante de R$ 1.955.366.584.074,18, o que representa 77,58% do total geral arrecadado no país.
O presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) e um dos autores do estudo, João Eloi Olenike, ressalta que um dos principais motivos para a liderança recorrente de São Paulo é a concentração de riqueza na região Sudeste. “O estado tem a capital como destaque, liderando de forma esmagadora a arrecadação tributária, seguida por grandes centros industriais como Barueri, Osasco e Campinas. Isso reflete a força industrial e comercial estadual, além da maior concentração populacional e de atividades econômicas”, explica.
Ranking com cruzamento per capita
O IBPT também cruzou os dados de arrecadação com os valores per capita, ou seja, o total arrecadado dividido pelo número de habitantes. A partir dessa metodologia, foram identificados os dez municípios com os maiores valores nesse indicador.
O destaque, desta vez, é a cidade de Barueri (SP), que ocupa a primeira posição, com R$ 110.467,92 por habitante.
Em segundo lugar está Itajaí (SC), com R$ 94.242,91, seguida por Douradina (PR), em terceiro, com R$ 88.414,02; Araquari (SC), em quarto, com R$ 83.685,83; Extrema (MG), em quinto, com R$ 79.990,34; Horizontina (RS), em sexto, com R$ 77.228,01; Osasco (SP), em sétimo, com R$ 66.319,58; Orindiúva (SP), em oitavo, com R$ 65.617,71; Brasília (DF), em nono, com R$ 60.366,22; e Jaguariúna (SP), em décimo lugar, com R$ 53.286,93.
Comparação em quantidade de cidades
Entre os 100 municípios com maior arrecadação de tributos, a liderança em número de cidades é da região Sudeste, com 53 municípios, seguida pela região Sul, com 26, Nordeste, com 12, Centro-Oeste, com 6, e, por último, a região Norte, com apenas 3 municípios.
O estudo chama atenção para o fato de que somente o estado de São Paulo aparece no ranking com 36 municípios, representando 36% do total. Além disso, destaca-se Santa Catarina, com 12 cidades, evidenciando a força econômica atual do estado, seguido por Minas Gerais, com 9 municípios, e Paraná e Rio Grande do Sul, com 7 municípios cada.
“A análise do ranking dos 100 municípios mais bem colocados em arrecadação tributária em 2024 revela uma concentração significativa nas regiões Sul e Sudeste, especialmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O Sudeste representa 53% e o Sul 26%, atingindo a expressiva marca de 79% do total arrecadado”, comenta Olenike.
Distribuição dos municípios por região e estado
Região Sudeste (53 municípios)
- São Paulo (SP): 36 municípios
- Minas Gerais (MG): 9 municípios
- Espírito Santo (ES): 4 municípios
- Rio de Janeiro (RJ): 4 municípios
A região Sudeste apresenta forte representatividade, com destaque para São Paulo, que concentra o maior número de municípios no ranking.
Região Sul (26 municípios)
- Santa Catarina (SC): 12 municípios
- Rio Grande do Sul (RS): 7 municípios
- Paraná (PR): 7 municípios
A região Sul também se destaca pela força econômica, especialmente em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
Região Nordeste (12 municípios)
- Bahia (BA): 3 municípios
- Pernambuco (PE): 2 municípios
- Ceará (CE): 1 município
- Maranhão (MA): 1 município
- Alagoas (AL): 1 município
- Sergipe (SE): 1 município
- Paraíba (PB): 1 município
- Rio Grande do Norte (RN): 1 município
- Piauí (PI): 1 município
O Nordeste é representado por capitais e cidades industriais relevantes, como Salvador, Fortaleza, Recife e Maceió.
Região Centro-Oeste (6 municípios)
- Goiás (GO): 3 municípios
- Distrito Federal (DF): 1 município
- Mato Grosso (MT): 1 município
- Mato Grosso do Sul (MS): 1 município
Brasília se destaca naturalmente no Centro-Oeste pela concentração de tributos arrecadados como capital federal.
Região Norte (3 municípios)
- Amazonas (AM): 1 município
- Pará (PA): 1 município
- Rondônia (RO): 1 município
A região Norte apresenta participação mais modesta, com destaque para Manaus e Belém.
O presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, aponta que o cenário da arrecadação tributária no Brasil evidencia uma forte concentração de riqueza na região Sudeste, com o estado de São Paulo exercendo liderança absoluta por meio da capital e de polos industriais como Barueri, Osasco e Campinas.
Paralelamente, segundo ele e os demais autores do estudo, a região Sul demonstra uma ascensão econômica relevante, impulsionada por polos em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, onde cidades como Curitiba e Joinville se destacam pela robustez de suas atividades industriais e comerciais.
“Em contrapartida, as regiões Norte e Nordeste apresentam participação mais reduzida nos índices de arrecadação, apesar do desempenho de cidades como Manaus e Salvador, o que evidencia disparidades regionais relacionadas à infraestrutura e ao desenvolvimento econômico. Essa distribuição desigual reforça que, além das capitais, o fortalecimento das finanças municipais depende diretamente da vitalidade de polos industriais e comerciais estratégicos, responsáveis por sustentar grande parte da geração de tributos no país”, finaliza Olenike.