Bolsa Família inicia pagamentos de fevereiro com repasses a 18,8 milhões de famílias

Programa movimenta R$ 13 bilhões e prioriza primeira infância, grupos vulneráveis e cidades afetadas por desastres

O Governo Federal começa nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, o pagamento da segunda parcela do Bolsa Família em 2026. Neste mês, 18,84 milhões de famílias, distribuídas nos 5.570 municípios brasileiros, serão contempladas. O valor médio do benefício é de R$ 690,01, totalizando um investimento de R$ 13 bilhões. Os depósitos seguem o calendário escalonado conforme o dígito final do Número de Identificação Social (NIS) e prosseguem até o dia 27.

Nordeste lidera número de beneficiários

A região Nordeste concentra o maior contingente de famílias atendidas: 8,79 milhões, com repasses que somam R$ 6 bilhões. Em seguida aparece o Sudeste, com 5,33 milhões de beneficiários e R$ 3,68 bilhões em recursos.

No Norte, são 2,43 milhões de famílias (R$ 1,75 bilhão); no Sul, 1,27 milhão (R$ 864,1 milhões); e no Centro-Oeste, 991,6 mil famílias, com R$ 690,5 milhões investidos.

Entre os estados, a Bahia registra o maior número de contemplados: 2,3 milhões de famílias, com aporte de R$ 1,57 bilhão. São Paulo ocupa a segunda posição, com 2,2 milhões de beneficiários. Também superam a marca de um milhão de famílias atendidas Pernambuco (1,47 milhão), Minas Gerais (1,42 milhão), Rio de Janeiro (1,4 milhão), Ceará (1,34 milhão), Pará (1,26 milhão) e Maranhão (1,15 milhão).

Estados com maiores valores médios

Roraima lidera o ranking de maior valor médio pago às famílias em fevereiro, com R$ 743,97. Na sequência estão Amapá (R$ 734,64), Amazonas (R$ 723,35), Pará (R$ 719,83), Acre (R$ 719,36) e Maranhão (R$ 709,89).

Benefícios adicionais para crianças e gestantes

O Benefício Primeira Infância alcança, neste mês, 8,3 milhões de crianças de até seis anos, garantindo um adicional de R$ 150 por criança. O investimento destinado a essa faixa etária é de R$ 1,2 bilhão.

Já os benefícios complementares de R$ 50 atendem 13,8 milhões de crianças e adolescentes entre sete e 18 anos, além de 654,4 mil gestantes e 339,5 mil nutrizes. Para esses pagamentos, o governo destina mais de R$ 699,8 milhões.

Atenção a grupos prioritários

O programa também contempla públicos específicos em situação de maior vulnerabilidade. Em fevereiro, são atendidas 258,4 mil famílias com pessoas em situação de rua; 247,6 mil famílias indígenas; 291,2 mil famílias quilombolas; 3,6 mil com crianças em situação de trabalho infantil; 56,5 mil com pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão; e 401,7 mil famílias de catadores de materiais recicláveis.

Pagamento unificado em áreas afetadas por desastres

Como parte das ações emergenciais para municípios atingidos por secas, enchentes e outros eventos climáticos extremos, 171 cidades receberão o benefício de forma unificada já no primeiro dia do calendário. A medida contempla 122 municípios do Rio Grande do Norte, 14 da Bahia, 12 do Paraná, 11 de Sergipe, seis de Roraima, três do Amazonas, duas do Piauí e um de Santa Catarina.

Perfil dos beneficiários e Regra de Proteção

A maioria dos responsáveis familiares cadastrados no programa é composta por mulheres, que representam 84,38% do total, cerca de 15,8 milhões. Pessoas pretas e pardas correspondem a 73,29% dos beneficiários, somando 36,1 milhões.

Outra iniciativa mantida é a Regra de Proteção, que permite à família permanecer no programa por até um ano após aumento da renda ou conquista de emprego formal, recebendo 50% do valor do benefício. Em janeiro, 2,51 milhões de famílias estavam enquadradas nesse mecanismo.

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