A segunda maior cervejaria do mundo, Heineken, anunciou que está passando por um processo de reformulação interna. De acordo com comunicado feito nesta quarta-feira (11), a empresa deve cortar até 6.000 postos de trabalho além de diminuir as expectativas de crescimento em lucros para este ano.
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A mudança ocorre após a queda em todo o setor, justificada pela situação financeira dos consumidores e pelas adversidades climáticas que impactam no consumo da bebida.
Ao todo, a Heineken possui 87 mil funcionários, fazendo com que as demissões afetem quase 7% do quadro global. Outro movimento da empresa é a busca de um novo presidente-executivo, cargo que está vazio após a renúncia de Dolf van den Brink em janeiro deste ano.
Neste momento, a cervejaria coloca como meta um crescimento dependente de menos recursos para tranquilizar investidores insatisfeitos com a eficiência.
Durante uma teleconferência com a mídia para divulgar os resultados anuais da empresa, o diretor financeiro, Harold van den Broek, afirmou que essas escolhas estão sendo feitas para “fortalecer as operações e poder investir no crescimento”.
Para 2026, a cervejaria espera um crescimento de lucros entre 2% a 6%, frente a previsão de 4% a 8% para o ano passado – ano em que a empresa atingiu 4,4%.