O Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master no ano passado, conseguiu a liminar que antecipa os efeitos da recuperação judicial. O pedido foi feito à Justiça de São Paulo no último domingo após a empresa alegar que foi afetada por uma “crise reputacional” após a liquidação do Master e agora as dívidas da empresa totalizam cerca de R$ 4,3 bilhões.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais decidiu suspender por 30 dias as acusações e cobranças de dívidas da empresa, além de proibir retenções, penhoras, sequestros e busca e apreensão de bens.
No entanto, o juiz Adler Batista Oliveira Nobre determinou uma perícia na Fictor para analisar as condições para a recuperação judicial.
“A medida visa verificar as reais condições de funcionamento das requerentes e a regularidade documental, evitando o processamento de recuperação judicial de empresas inviáveis ou utilizadas para fins fraudulentos”, disse o magistrado.
Entenda
A instituição alega que até a véspera da liquidação do Banco Master havia recebido cerca de R$ 3 bilhões em aportes através dos sócios participantes. No entanto, a partir desta data até o último dia 30, os pedidos de retirada de dinheiro atingiram quase 71% do valor total.
Os registros de solicitações de retirada também demonstram que o volume de pedidos chegou a um pico de 5.783 solicitações em apenas uma semana – entre o dia 15 e 21 de janeiro deste ano.