Carnaval 2026: Bebidas Prontas Viram Estratégia de Lucro para Bares e Restaurantes

Categoria RTD (Ready-to-Drink) acelera serviço na folia e promete se consolidar como linha fixa após o feriado

Foto: Divulgação

No Carnaval de 2026 o setor de bebidas alcoólicas prontas para consumo ganha oportunidade de aumentar giro em bares e restaurantes em todo Brasil. Com a expectativa de faturamento em alta, 73% dos estabelecimentos esperam vender mais este ano em comparação a 2025, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), as bebidas prontas para consumo, ou Ready-to-Drink (RTD), surgem como a grande aposta para otimizar a operação.

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Em meio ao fluxo intenso dos blocos de rua, a agilidade no balcão define o lucro. As bebidas RTD, coquetéis enlatados que dispensam preparo, eliminam etapas de mixologia e reduzem filas. Segundo a Market Research Future, o setor deve movimentar cerca de R$ 11,8 bilhões no Brasil, com um crescimento projetado de 4,5% em relação ao ano anterior.

“A bebida pronta ajuda porque reduz a etapa de preparo e diminui a variação entre atendentes”, explica José Eduardo Camargo, líder de Conteúdo da Abrasel. Para ele, a previsibilidade do produto garante que a “fila ande”, resultando em mais vendas no mesmo intervalo de tempo.

O especialista defende que classificar o formato como uma moda sazonal é um equívoco estratégico.“O Carnaval é o momento perfeito para testar quais sabores e formatos têm mais saída, ajustar preço e entender o ritmo do seu público. Se você faz esse aprendizado agora, você entra no pós-Carnaval com um produto já validado e pronto para continuar girando”, ressaltou.

Ele também destaca que o ganho financeiro ultrapassa o faturamento imediato da folia. “Quando a casa organiza a oferta de RTD com inteligência, ela simplifica estoque, reduz desperdício e baixa a complexidade do bar. Em vez de aumentar trabalho, você cria um cardápio mais enxuto, contribuindo para menos perdas e mais controle de custo”, informa.

Camargo aponta ainda três diretrizes práticas para que o setor tire proveito da folia mantendo o equilíbrio operacional. “Primeiro, escolha poucas opções e deixe claro o que cada uma entrega, mais cítrica, mais doce, mais forte, mais leve. Segundo, crie uma apresentação simples e repetível, para qualquer pessoa da equipe conseguir servir com o mesmo padrão. E terceiro, pense em como isso fica depois: se for bom só no Carnaval, não é estratégia; se funcionar no dia a dia, vira linha de receita e eficiência”, conclui.

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