Trump escolhe Kevin Warsh para liderar o Fed, saiba mais sobre novo presidente do banco central estadunidense

Ex-governador do banco central dos EUA, com ampla experiência em política monetária e mercado financeiro, é apresentado como sucessor de Jerome Powell

Foto: REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na manhã desta sexta-feira (30) a indicação de Kevin Warsh, de 55 anos, para presidir o Federal Reserve (Fed), o banco central americano. A nomeação ainda precisa ser aprovada pelo Senado para se tornar oficial.

Warsh é um economista e jurista com uma longa trajetória no sistema financeiro, no serviço público e no meio acadêmico. Formado em políticas públicas pela Universidade de Stanford, com foco em economia e estatística, ele também concluiu o curso de direito em Harvard, onde se aprofundou em temas como regulação, economia e direito. Complementou seus estudos em mercados de capitais na Harvard Business School e no MIT.

Antes de entrar no governo, Warsh trabalhou no banco Morgan Stanley, atuando em fusões e aquisições e na estruturação de operações nos mercados de capitais, assessorando empresas de setores variados.

Caminho no setor público e papel durante crises

Warsh deixou o setor privado em 2002 para integrar a administração do presidente George W. Bush (2001–2009). Na Casa Branca, foi assistente especial para política econômica e secretário executivo do Conselho Econômico Nacional, onde assessorava o presidente em temas como economia, sistema bancário, seguros e mercados financeiros.

Em 2006, aos 35 anos, foi nomeado para o Conselho de Governadores do Federal Reserve pelo próprio Bush, tornando-se o membro mais jovem da história a ocupar uma vaga no colegiado. No Fed, representou o banco nas reuniões do G20 e atuou como emissário para países asiáticos, além de desempenhar funções administrativas internas.

Durante a crise financeira global de 2008, Warsh teve papel destacado na formulação da política monetária e ficou conhecido por discursos e textos que discutiam a política de juros em períodos de grandes turbulências financeiras, incluindo análises sobre as taxas de fundos federais em tempos excepcionais.

Trajetória após o Fed

Depois de deixar o banco central, em 2011, Warsh manteve atuação acadêmica e no setor financeiro. É pesquisador visitante em economia no Instituto Hoover e professor na escola de negócios da Universidade de Stanford. Atualmente, também ocupa posição de sócio-consultor na Duquesne Family Office, gestora de investimentos ligada ao bilionário Stanley Druckenmiller.

Além disso, faz parte dos conselhos de administração de empresas como a United Parcel Service, gigante mundial de logística, e a varejista de tecnologia Coupang. Warsh participa de fóruns econômicos internacionais, como o grupo G30, e integra o painel de consultores econômicos do Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA.

Reação ao anúncio e expectativas do mercado

O nome de Warsh já vinha sendo apontado como provável candidato para chefiar o Fed antes do anúncio oficial. Na quinta-feira, fontes informaram à Bloomberg que ele era o principal nome considerado por Trump, e o presidente mesmo disse que sua escolha não surpreenderia os mercados, descrevendo Warsh como alguém “muito respeitado no meio financeiro”.

Segundo relatos à agência Reuters, Warsh se encontrou com Trump na Casa Branca na quinta e deixou uma impressão positiva no presidente. Trump também afirmou que considerou manter Kevin Hassett no processo, mas decidiu mantê-lo na Casa Branca por achar que ele tem papel estratégico no governo.

Warsh é visto como um indicado favorável a taxas de juros mais baixas, mas com postura menos extrema do que outros potenciais nomes. Ele defende uma menor intervenção do Fed na economia, o que sugere uma abordagem mais cautelosa em relação aos estímulos.

A possível nomeação ocorre em um momento de volatilidade nos mercados globais, com queda em ativos como ouro, prata, petróleo e Bitcoin, enquanto investidores tentam prever como a mudança na liderança do banco central pode influenciar as futuras decisões sobre juros e políticas monetárias. A confirmação depende agora da aprovação pelo Senado.

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