A marca brasileira especializada em saúde íntima, Maxfem, está enfrentando problemas com a falsificação de seus produtos. Itens adulterados são vendidos ilegalmente em marketplaces, como Shopee e Mercado Livre, além de serem facilmente encontrados através de anúncios no Google.
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De acordo com o sócio da empresa, Thiago Braga, a empresa foi criada em janeiro de 2024 e no mês seguinte do mesmo ano foi relatado a primeira denúncia ao Mercado Livre. O CEO e sócio da empresa, Anderson Mesquita, explica que por conta do sucesso de um item, o Imunofem, alguns clientes entraram em contato perguntando sobre o preço que estava muito baixo, além das embalagens e dos rótulos diferentes.
“Uma cliente entrou em contato reclamando de dores estomacais, e ao pedirmos um lote do produto. Ela mandou a foto do produto falsificado. E em 2025, começaram a falsificar também o nosso Sérum Clareador Íntimo da Maxfem, mais uma vez um produto nossa que viralizou teve esse impacto, devido ao produto ter alavancado junto ao lançamento do Tiktok Shop e chegar a ser o mais vendido da plataforma e líder de categoria por mais de 6 meses”, disse Anderson.
Segundo Thiago, diariamente a Maxfem recebe reclamações de consumidores que compraram produtos na Shopee ou no Mercado Livre. “Elas vem com algum tipo de reclamação, seja de dores ou com algum mal-estar, da embalagem diferente, dos ativos diferentes no rótulo. É muito prejudicial à nossa marca”, ressalta.
A marca vem fazendo denúncias na própria plataforma há dois anos. “Chegou ao ponto de precisarmos entrar judicialmente contra as plataformas para nos proteger, ingressamos com um processo judicial contra o Mercado Livre e a Shopee, mas não parou nessas plataformas, Magazine Luiza, Shein e outros também tiveram produtos da Maxfem falsificados”, conta Anderson, destacando que os produtos da Maxfem não são vendidos na Shoppe.
De acordo com o CEO, o prejuízo estimado é de 20 milhões. Ele explica ainda que o esquema é feito por uma quadrilha qualificada. “Um “mentor” que recruta diversos laranjas que criam MEIs para realizar cadastro na plataforma, ele “ensina” essas pessoas a vender, porém o dinheiro cai para o “mentor” e dá uma pequena participação para os laranjas. Quando o pedido é feito na plataforma, uma base imprime o rótulo e cola em um pote que também falsificam de outras marcas, então o cliente que pode ter alergia a determinado ativo, não sabe nem o que está consumindo”, relatou.
Anderson ainda acrescenta que esse modelo se repete no Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e outros locais. “Em determinado momento um dos laranjas nos procurou para relatar que havia rompido em uma briga com seu mentor e se queríamos que ele operasse no Mercado Livre pra nós, chegamos a ouvi-lo, exatamente para entender a operação, nunca o colocaríamos dentro da nossa empresa, e o mesmo chegou a relatar que em apenas 1 semana chegou a faturar R$ 500.000,00 somente vendendo Imunofem, em apenas 1 loja. Dito isso, e levando esse números em consideração, além do nosso crescimento no ano de 2025, acreditamos fielmente que nosso prejuízo é de mais de R$ 20.000.000,00″, conclui.