Potência têxtil: Paraíba movimenta R$ 1,6 bilhão e é a 3ª maior produção industrial do Nordeste

Com faturamento bilionário e liderança nacional no algodão orgânico, Paraíba fortalece polos industriais e aposta na sustentabilidade para enfrentar desafios globais em 2026.

(Foto: Reprodução)

A Paraíba foi o terceiro estado do Nordeste com maior valor bruto de produção industrial têxtil em 2023, com movimentação de R$ 1,6 bilhão. O estado ficou atrás apenas do Ceará e da Bahia, ambos com R$ 3 bilhões. Os dados são de um estudo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), unidade de pesquisa do Banco do Nordeste (BNB).

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A pesquisa também revelou os municípios que melhor remuneram os trabalhadores neste segmento são João Pessoa, Itaporanga, Catolé do Rocha e Cajazeiras.

A análise utiliza dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Esta última projeta um crescimento de 1,2% para o setor em 2026 — ritmo inferior ao registrado em 2025, quando o avanço foi de 3,1%. A entidade aponta que o desempenho mais moderado é consequência das tarifas impostas pelos Estados Unidos e do comportamento das taxas de juros.

Na produção do algodão orgânico, em que há maior valor agregado ao processo, a Paraíba figura como maior produtor nacional, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No estado, o BNB vem fortalecendo e trabalhando a estruturação de toda cadeia produtiva do algodão orgânico por meio do Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter), que engloba o território do Piemonte da Borborema.

As ações envolvem produtores e parceiros institucionais, como sete prefeituras, com o objetivo de aumentar a produtividade do algodão orgânico e qualificar os produtores, gerando mais empregos, renda e desenvolvimento para a região. O Plano de Ação Territorial (PAT) do algodão orgânico contempla os municípios de Araruna, Caiçara, Logradouro, Riachão, Tacima, Pirpirituba e Mulungu, avançando, em seguida, para Campina Grande, Aroeiras, Juarez Távora, Ingá, Itatuba, Itabaiana e Salgado de São Félix. Instituições, como Embrapa Algodão, Empaer, Instituto Casaca de Couro, Coopnatural, AS-PTA, entre outras, integram o Prodeter.

A atividade segue princípios agroecológicos, frequentemente consorciado com milho, feijão e outras culturas, o que favorece a certificação orgânica e o acesso a mercados diferenciados. A cadeia possui ainda forte caráter inclusivo, envolvendo agricultores familiares, comunidades quilombolas e assentamentos da reforma agrária.

“A Paraíba possui diversos núcleos de produção de algodão orgânico e, de forma sistematizada e organizada, vamos integrar inicialmente os núcleos de Itatuba, Juarez Távora e Pirpirituba, para depois expandir por todo o estado da Paraíba. O maior ganho dessa atividade é o social, pela forma como envolve os agricultores familiares nas ações de crédito e no acesso a bens e serviços diferenciados”, explica o agente de desenvolvimento do Banco do Nordeste, Kennedy Wanderley.

A cidade de Tacima é a principal cidade produtora de algodão orgânico da Paraíba e do semiárido nordestino. Na modalidade convencional, o Brasil ocupa a terceira posição no mundo, com produção de algodão em pluma estimada superior a 3,91 milhões de toneladas para a safra 2024/2025. Desde 2024, o país passou a liderar as exportações mundiais. Os estados de Mato Grosso e da Bahia são responsáveis por mais de 90% de toda produção do país.

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