Comércio físico brasileiro cresce 2,9% em 2025 apesar dos juros altos

Impulsionado pelo setor de construção e pelo mercado de trabalho aquecido, varejo físico brasileiro supera juros altos e fecha 2025 com alta de 2,9%.

Comércio no centro de João Pessoa

Contrariando os juros elevados que marcaram o ano de 2025, o movimento do varejo físico brasiliero cresceu 2,9% no ano passado. Os dados são do Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian, divulgado nesta segunda-feira (26).

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Segundo a economista-chefe Camila Abdelmalack, o desempenho do comércio em 2025 evidencia a resiliência do consumo no país. “Apesar de um ambiente monetário mais restritivo, o mercado de trabalho aquecido e as medidas de suporte à renda contribuíram para manter a demanda em níveis positivos. Ainda assim, o consumo mostrou sinais de moderação ao longo do ano, com impactos distintos entre os segmentos.”

Material de Construção liderou o crescimento do comércio em 2025

Na análise por segmentos, “Material de Construção” apresentou o maior crescimento no acumulado de 2025, com alta de 4%, seguido por “Combustíveis e Lubrificantes” (3,7%) e “Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática” (3,5%). Também fecharam o ano em alta “Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios” (3,1%), “Veículos, Motos e Peças” (2,8%) e “Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas” (1,8%).

Camila ressalta que o desempenho setorial reflete diferenças na dependência de crédito e no perfil de consumo ao longo do ano. “Segmentos menos sensíveis ao custo do crédito ou ligados a demandas mais estruturais conseguiram sustentar melhor o ritmo de crescimento, enquanto outros sentiram mais os efeitos do aperto monetário.”

Variação mensal: apesar da queda na maioria dos setores, dezembro teve crescimento positivo

Ainda de acordo com o indicador da Serasa Experian, a visão mensal revelou um crescimento de 1,7%, uma alta de 1.5 pontos percentuais em relação a novembro. O recorte por setores indicou que apenas “Veículos, Motos e Peças” e “Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas” tiveram números positivos de 13,1% e 0,1%. O ranking seguiu com “Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática” (-0,1%), “Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios” (-0,6%), “Material de Construção” (-2,2%) e “Combustíveis e Lubrificantes” (-3,3%).

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