O Bradesco BBI mantém uma visão positiva para o desempenho das redes de drogarias RD Saúde (RADL3), Pague Menos (PGMN3) e Panvel (PNVL3), avaliando que o ritmo de crescimento deve seguir elevado nos próximos trimestres. A principal alavanca é a expansão das vendas de medicamentos da classe GLP-1, indicados para o controle da glicemia e também associados à perda de peso.
De acordo com o banco, a comercialização desses produtos mais que dobrou desde a chegada do Mounjaro ao mercado, em maio de 2025. Esse avanço cria uma base de comparação mais fraca no primeiro semestre de 2026, o que tende a favorecer os resultados. A análise também destaca o potencial adicional no segundo semestre, com a entrada de versões genéricas da semaglutida, substância presente em remédios como Ozempic e Wegovy. No caso da RD Saúde, o cenário é ainda mais favorável devido ao desempenho mais fraco registrado anteriormente no segmento de Higiene e Cuidado Pessoal.
As projeções do BBI indicam um crescimento expressivo tanto da receita quanto do EBITDA em 2026, estimado entre 13% e 15% e entre 20% e 21%, respectivamente. A instituição avalia que esses fatores positivos devem se estender para 2027, sobretudo por ganhos de margem impulsionados pela maior participação de genéricos de GLP-1.
Para a divulgação dos balanços do quarto trimestre de 2025, o banco espera resultados consistentes para as redes de drogarias, desempenho estável para a Hypera, números mais fracos para a Blau (BLAU3) e uma leitura entre neutra e levemente positiva para a Viveo (VVEO3).
Avaliação atrativa
O Bradesco BBI segue otimista com o setor farmacêutico em 2026, com destaque para as grandes redes de varejo farmacêutico. A análise considera a combinação de demanda estrutural sólida, ganhos de escala operacional e perspectivas claras de expansão das margens.
Em termos de valuation, a RD Saúde é negociada a cerca de 27 vezes o múltiplo preço/lucro projetado para 2026, patamar inferior à média histórica, sustentado por um crescimento anual composto do lucro por ação de 29% entre 2026 e 2028. A Pague Menos aparece com múltiplo de 11,5 vezes P/L e CAGR estimado em 30%. Já a Hypera negocia a aproximadamente 9 vezes P/L, com crescimento projetado de 15% e geração de caixa relevante, com rendimento de FCFE de 6% em 2026 e 10% em 2027.