Lula afirma que salário-mínimo é baixo e defende que é preciso “melhorar a vida do povo mais humilde”

Em celebração aos 90 anos do salário-mínimo, Lula critica valor atual e reforça foco na renda de aposentados e trabalhadores informais.

Foto: REUTERS/Esa Alexander

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve, nesta sexta-feira (16), no evento que comemorou os 90 anos do salário-mínimo. Durante a cerimônia, o chefe do executivo fez declarações contra o atual valor do salário mínimo e afirmando que o piso nacional afeta, principalmente, as trabalhadoras domésticas e os aposentados.

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“O valor do salário-mínimo é muito baixo no Brasil. Estamos fazendo apologia à ideia de um presidente da República que, em 1936, criou a possibilidade de se estabelecer um salário que garantisse aos trabalhadores os direitos elementares que todos nós temos direito: a gente morar, ter direito de ir e vir”, disse durante o discurso.

Segundo Lula, as mulheres que trabalham como trabalhadoras domésticas e os aposentados ficam restritos à receber apenas o piso do salário mínimo, o que não ocorre em categorias em que os trabalhadores são mais organizados politicamente.

“Todos os trabalhadores organizados têm um piso salarial acima do salário-mínimo. Então, normalmente o salário-mínimo fica exclusivamente aos trabalhadores inorganizados e os aposentados”, completou.

O presidente também apontou que o tema precisa ser pautado pela necessidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas mais pobres do país.

“Explico isso porque as pessoas nunca levaram a sério a necessidade de melhorar a vida do povo mais humilde do país. Nunca. Se pegar a história do Brasil, da Proclamação da República até os dias de hoje, vocês vão contar nos dedos os presidentes que se preocuparam em resolver o problema da renda do povo mais humilde […] vamos ter que continuar trabalhando para aumentar o salário-mínimo”, concluiu.

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