Escândalo Banco Master se amplia: BC liquida instituição ligada a fraudes e PF intensifica investigações

Nova fase da “Operação Compliance Zero” atinge empresas investigadas e evidencia risco sistêmico ao sistema financeiro brasileiro

Banco Central
Foto: Rodrigo Oliveira/Caixa Econômica Federal

O Banco Central decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (antiga Reag Investimentos). A instituição é suspeita de integrar um esquema de fraudes financeiras ligado ao Banco Master, cuja liquidação havia sido decretada em novembro de 2025 pelo próprio BC. A medida decorre de violações graves às normas do Sistema Financeiro Nacional, segundo nota oficial do Banco Central. 

A liquidação da CBSF ocorreu um dia após a Polícia Federal realizar mandados de busca e apreensão contra a empresa e seu fundador, João Carlos Mansur, no que foi considerada a segunda fase da chamada Operação Compliance Zero. 

A investigação, coordenada com a Justiça Federal e o Supremo Tribunal Federal, inclui crimes como desvio de recursos, organização criminosa, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, com indícios de circulação de dinheiro entre fundos e contas para ocultar beneficiários finais. 

Autoridades federais estimam que as irregularidades possam ter impacto bilionário sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e, em última análise, sobre a estabilidade do sistema financeiro nacional.

Foto: Miguel Schincariol / AFP

Paralelamente às ações policiais e administrativas, a Polícia Federal marcou novos depoimentos de executivos do Banco Master e do Banco de Brasília (BRB), em relação a uma operação de venda de carteiras de crédito no valor de cerca de R$ 12 bilhões que motivou parte das investigações. Essa etapa está prevista para ocorrer entre o fim de janeiro e fevereiro de 2026.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações sobre o Banco Master. Especialistas e membros do governo classificaram o episódio como um dos maiores escândalos financeiros do país nos últimos anos. 

O ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que o caso pode representar “a maior fraude bancária da história do Brasil”, ao referir-se ao colapso das operações do Banco Master e às suspeitas de manipulação contábil e financeira associadas ao episódio. 

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