IGP-DI surpreender o mercado e encerra 2025 com deflação acumulada de 1,20%

Influenciado pela queda de 3,61% nos preços ao produtor (IPA), índice geral volta a registrar deflação anual após alta expressiva em 2024.

(Foto: Seapa / divulgação)

Com alta inferior às expectativas do mercado, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,10% em dezembro de 2025, resultando em uma deflação acumulada de 1,20% no ano. A pressão negativa que a dinâmica dos preços ao produtor sobre o índice de fechamento de 2025 foi uma das principais influências para o desempenho registrado.

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Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e constam em levantamento publicado pela agência Reuters. A variação mensal ficou abaixo da mediana das projeções colhidas em pesquisa da Reuters, que apontava avanço de 0,15% para o último mês do ano.

Com o resultado de dezembro, o IGP-DI voltou a registrar deflação no acumulado de 12 meses, após ter encerrado 2024 com alta expressiva de 6,86%. Em 2023, o índice havia apresentado queda ainda mais intensa, de 3,30%, reforçando o caráter volátil do indicador ao longo dos últimos anos.

O principal componente do índice, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do IGP-DI, avançou 0,03% em dezembro, revertendo a queda de 0,11% observada em novembro. No entanto, no acumulado de 12 meses, o IPA-DI registrou recuo de 3,61%, marcando o primeiro resultado anual negativo desde 2023, quando a retração havia sido de 5,92%.

Segundo o economista do FGV IBRE, Matheus Dias, a deflação no segmento produtor foi determinante para o comportamento do índice. “Esse movimento foi puxado por quedas expressivas nos preços da indústria extrativa e da agricultura”, afirmou.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável por 30% da composição do IGP-DI, manteve em dezembro a mesma taxa de variação observada no mês anterior, com alta de 0,28%. No acumulado de 12 meses, o IPC apresentou elevação de 4,0%, indicando pressão inflacionária mais persistente no varejo.

Entre as oito classes de despesa que compõem o IPC, três registraram aceleração das taxas de variação em dezembro. O grupo Transportes passou de queda de 0,03% para alta de 0,38%, Alimentação saiu de recuo de 0,03% para avanço de 0,13%, enquanto Vestuário mudou de uma deflação de 0,87% para inflação de 0,27% no período.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também apresentou desaceleração no último mês do ano, com alta de 0,21% em dezembro, abaixo dos 0,27% registrados em novembro. Ainda assim, o indicador acumulou avanço de 5,92% ao longo de 2025.

Calculado entre o primeiro e o último dia do mês de referência, o IGP-DI reúne a variação de preços ao produtor, ao consumidor e da construção civil, sendo amplamente utilizado como termômetro da inflação em diferentes etapas da economia brasileira.

Crédito: Brasil 247

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