TCU deve iniciar investigação no BC para obter detalhes da liquidação do Banco Master

Divergência sobre acesso a documentos sigilosos leva auditores do TCU a realizarem inspeção direta na autoridade monetária para apurar irregularidades no caso Master.

(Foto: Reprodução)

O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), deverá determinar a realização de uma inspeção no Banco Central (BC) para investigar aspectos relacionados à fiscalização da instituição. O trâmite é para avançar nas apurações sobre a atuação do BC no processo que acarretou a liquidação do Banco Master. As informações são do jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

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Técnicos do TCU identificaram lacunas relevantes na documentação encaminhada pelo Banco Central ao órgão de controle. A análise indica que uma nota técnica de 18 páginas enviada pelo BC no último dia 29 não trouxe os documentos que detalhariam a fiscalização realizada sobre o Banco Master.

Segundo o entendimento do Banco Central, esses documentos só poderiam ser examinados pelos auditores do TCU “em local seguro”, dentro da própria sede da autoridade monetária. Essa restrição motivou questionamentos por parte da área técnica do tribunal, que avalia que a ausência do material compromete a transparência e a completude das informações prestadas.

A nota técnica foi assinada por Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização, e por Renato Gomes, diretor de Reorganização do Sistema Financeiro. No documento, eles descrevem as etapas que antecederam a liquidação extrajudicial do Banco Master, ocorrida em 18 de novembro, e apontam novas irregularidades detectadas durante o processo de fiscalização.

O envio da nota foi uma resposta a um pedido formal feito pelo ministro Jhonatan de Jesus em 18 de dezembro, quando solicitou ao Banco Central os fundamentos que embasaram a decisão de decretar a liquidação do banco controlado por Daniel Vorcaro. Com a inspeção, o TCU busca aprofundar a análise sobre a conduta do BC e verificar se todos os procedimentos legais e técnicos foram devidamente observados no caso.

Crédito: Brasil 247

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