De acordo com levantamento da KPMG, o número de operações de fusões e aquisições no Nordeste aumentou em cerca de 45% no terceiro trimestre de 2025 em comparação com o ano passado. Entre os meses de julho e setembro, 26 transações foram concluídas, contra 18 no terceiro trimestre de 2024.
Quatro estados nordestinos tiveram crescimento no número de operações: Bahia, Ceará, Piauí e Pernambuco. Já o Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte apresentaram queda. Alagoas e Sergipe continuaram com a estabilidade no período de tempo que foi analisado.
Na comparação trimestral, o Ceará teve crescimento de 20%, indo de cinco para seis transações. Enquanto isso, a Bahia passou de quatro operações em 2024 para 14 em 2025, correspondendo a um aumento de 250%. Pernambuco foi de zero para três operações, já o Piauí de zero para uma.
Na direção oposta, a Paraíba recuou de duas para zero operação, o Maranhão de duas para uma e o Rio Grande do Norte de quatro para nenhuma. Já o estado de Alagoas continuou uma transação em ambos os períodos, e Sergipe não registrou operações.
Entre janeiro e setembro, o Nordeste teve 68 operações de fusões e aquisições, em comparação a 59 no mesmo intervalo de 2024, o que equivale a uma variação negativa de pouco mais de 13%, de acordo com o estudo.
Em relação ao cenário nacional, o terceiro trimestre de 2025 teve 425 operações concluídas e foi considerado o mais ativo do ano, sendo 203 envolvendo fundos de private equity e venture capital. Já nos trimestres anteriores, foram registradas 330 operações no primeiro trimestre e 409 no segundo. Na soma dos nove meses, o Brasil teve 1.164 transações, queda de 2,6% em comparação com o mesmo período de 2024, que teve 1.196 operações.
Apesar da diminuição no volume total, houve aumento da participação de fundos de investimento nas operações, segundo a KPMG. Passando a responder por 48,6% do total em 2025, em comparação com 41,6% no ano anterior.