Sempre é bom ter dinheiro guardado, para enfrentar alguma emergência que possa surgir. Mas nem sempre ocorre assim e diante de imprevistos temos que pedir dinheiro emprestado. Nesse momento, quando não contamos com um familiar que nos possa ajudar, temos que recorrer ao banco.
Duas alternativas são possíveis: o empréstimo pessoal ou o cheque especial. Dependendo da urgência, a alternativa mais procurada é o Cheque Especial, crédito que está sempre disponível na conta de um cliente bancário. No caso de quem tem um tempo maior, a alternativa do crédito pessoal é mais conveniente, apesar do processo de solicitação e liberação ser mais demorado.
Porém, é conveniente fazer as contas o quanto antes, visto que o gasto com o cheque especial pode ser 5 vezes mais caro do que fazer um empréstimo pessoal. Por exemplo, vejamos uma simulação considerando as taxas médias dos créditos informadas pelo Banco Central até os primeiros dias do mês.
Supondo um cliente da Caixa Econômica Federal que faz um empréstimo pessoal, as taxas podem ser de 1,60% ao mês (20,96% ao ano), se o empréstimo é de R$ 5000 parcelado em 18 meses as parcelas ficam em R$ 321,90 (total do crédito R$ 5.794,20). Porém, se no mesmo banco o cliente opta pelo Cheque Especial, terá uma taxa mensal de 5,79% (96,42%), o empréstimo ficaria com parcelas de R$ 454,53, em total R$ 8.181,54.
Na primeira opção o cliente paga apenas R$ 794,20 de juros, mas na segunda os juros sobem para R$ 3.181,54. Os juros do cheque especial, neste caso, é um pouco mais de quatro vezes o valor dos juros do empréstimo pessoal.
No entanto, de acordo com o perfil do cliente é possível encontrar taxas maiores ou menores. A melhor forma para saber qual é o empréstimo pessoal mais barato é fazer uma simulação de crédito, e assim analisar as ofertas que as diferentes instituições financeiras têm para o cliente de acordo com o perfil, seu histórico, seu estado diante dos órgãos de proteção ao crédito e sua capacidade de pagamento.
Na pesquisa de evolução de juros da Anefac, que mostra como foi mudando esses valores desde agosto de 2021 até o mês passado, vemos que também a média das taxas cobradas pelo Cheque Especial é mais cara que a do Crédito Pessoal oferecido no banco.
A média dos bancos para o Empréstimo Pessoal ficou em agosto de 2021 em 3,45%, enquanto que a do Cheque Especial ficou em 7,42%, maior por 3,97 pontos porcentuais. Mas a diferença é menor se considerarmos os empréstimos oferecidos pelas financeiras que oferecem em média juros maiores, onde a taxa de agosto ficou em 6,52%, apenas 0,9 p.p. abaixo.
Diante de emergências fica difícil analisar todos os prós e contras das diversas operações de crédito que temos à disposição, mas quando a situação passar é conveniente botar os custos na ponta do lápis e procurar uma negociação com o banco para ter juros menores e prazos mais convenientes.
