O número de MEIs (microempreendedores individuais) ultrapassou a marca de 8 milhões em 2019, encerrando março com 8.154.678 registros, segundo o Portal do Empreendedor. Desde a pré-crise, os MEIs apresentam uma forte alta, crescendo cerca de 120% nos últimos cinco anos.
Além da vontade de ter seu próprio negócio, o aumento do trabalho autônomo nesse período tem relação direta com a evolução do desemprego no país. O índice de desempregados cresceu desde o início da crise e ficou em 11,6% em dezembro de 2018. Segundo o IBGE, atinge atualmente mais de 13 milhões de brasileiros.
No ano de 2018, a taxa média de desocupação foi de 12,3%. Em comparação, em 2017, o índice foi de 12,7%. Consequentemente, esse recuo foi puxado pelo crescimento do trabalho sem carteira e por conta própria no país. A deterioração do mercado de trabalho formal faz crescer o processo conhecido como empreendedorismo por necessidade.
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CONTRIBUIÇÕES
Nos últimos anos, o programa do governo tornou mais fácil o processo para se cadastrar como MEI. Com isso, o objetivo era formalizar as pessoas que trabalhavam por conta própria em casa. Entretanto, os microempreendedores individuais precisam pagar com uma contribuição mensal de cerca de R$ 50.
Escrito por: Edney Oliveira
