O deputado federal eleito Ricardo Coutinho (PT) veio a público nas redes sociais durante esta sexta-feira (6) para detalhar a sequência de acontecimentos que envolveram seu nome após uma ocorrência policial registrada no Distrito Federal na última segunda-feira (2).
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp
Entre no nosso grupo e saiba tudo em primeira mão
Com cerca de dez minutos de duração, o vídeo apresenta, em ordem cronológica, os fatos que narram os acontecimentos desde a acusação, passando pelos desdobramentos até o desfecho, que resultou no arquivamento do caso por falta de provas.
Na legenda da publicação, Ricardo Coutinho pediu atenção dos internautas para a mensagem e reforçando a tese apresentada por sua equipe jurídica, sugerindo que as acusações fizeram parte de uma suposta armação.
🗳️ Acompanhe a política de perto.
Receba as principais notícias de política do WSCOM diretamente no seu e-mail.
📩 Cadastre-se gratuitamente e receba o resumo diário do WSCOM às 19h no seu e-mail.
“Peço 10 minutos da sua atenção para falar sobre 48 horas que tentaram destruir minha reputação e atingiram profundamente minha família”, escreveu.
Ricardo contou que acionou a Polícia Militar do Distrito Federal e que, ao chegarem no local, os agentes checaram seu nome no sistema e constataram que Ricardo Coutinho era um deputado federal eleito pelo Partido dos Trabalhadores. Segundo Ricardo, esses dados foram suficientes para uma inversão total nos personagens da ocorrência.
“Eu liguei para o 190. Acontece que depois que o policial checou o meu nome e viu que eu era deputado eleito, e ainda por cima do PT, tudo mudou de figurino. A acusação, que era minha por ter sofrido ameaças e precisava de proteção, afinal é pra isso que a polícia militar existe, essa acusação mudou de figurino. Passei de acusador para acusado”, disse Ricardo, sugerindo que a atuação policial teria sido politicamente enviesada.
No decorrer do conteúdo, Ricardo Coutinho cobra da Polícia Militar uma retratação completa sobre o caso. Segundo ele, a primeira nota emitida pela corporação não retrata os fatos de forma integral.
“A PM precisa dizer de onde retirou as informações falsas, por que não checou com os envolvidos e, principalmente, por que o porta-voz da PM, o major Brock, depois da nota, dá entrevista falando em detalhes mentirosos mesmo após o início da contestação que começamos a fazer. Quando um porta-voz fala, está falando pela instituição, e ele não poderia ter dito o que disse. Ou seja, estavam tentando construir uma narrativa fora da realidade dos fatos que existem nos autos”, alegou.
A nota da PMDF
Em nota divulgada após a apuração inicial dos fatos, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que a ocorrência teria resultado na detenção do ex-governador da Paraíba – fato desmentido pela própria instituição em outra nota.
Na retratação, a PMDF se desculpou publicamente pela imprecisão na divulgação das informações e destacou que, ao contrário do que dizia a primeira nota, não houve prisão de nenhuma das partes envolvidas.
O desfecho
A Polícia CIvil do Distrito Federal arquivou o caso nesta quinta-feira (5) por falta de provas sólidas. No documento do arquivamento, a PCDF sustentou que as acusações não apresentam elementos suficientes que demonstrem qualquer conduta criminosa.
“A intervenção policial está fundamentada, essencialmente, em percepções e interpretações de terceiros acerca do comportamento do envolvido, sem que tenham sido apresentados elementos objetivos capazes de demonstrar a prática de qualquer conduta penalmente relevante”, diz trecho.
A Polícia Civil explicou ainda que “a mera realização de gestos, o acionamento dos dispositivos luminosos de um automóvel ou a presença de um adulto nas proximidades de crianças, ainda que possam despertar preocupação ou desconfiança circunstancial, não constituem, isoladamente, comportamentos penalmente típicos”.

