Vendas do varejo paraibano crescem 4,7% e devem movimentar R$ 7,75 bilhões em 2026, aponta estudo

A decisão do Congresso Nacional que suspendeu a “taxa das blusinhas” reacendeu um debate do varejo nacional que considera injusta a retirada do Imposto de Importação para compras feitas no exterior. Siga o canal do WSCOM no Whatsapp. No final de agosto, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) apresentou à 17ª Vara Federal Cível do Distrito Federal um mandado de segurança coletivo para que as empresas associadas deixassem de pagar impostos como PIS, Cofins e IPI sobre as mercadorias vendidas em território nacional. A reclamação parte do ponto de que com a retirada do Imposto de Importação para as compras internacionais de até US$ 50, as empresas nacionais seguem precisando pagar alíquotas que somadas chegam a 9,25% – PIS (1,65%), Cofins (7,6%) e IPI (dependendo da mercadoria). A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) entrou no processo posteriormente apresentando um estudo sobre os efeitos da desigualdade tributária. Com a decisão sendo oficializada quase duas semanas após a apresentação do mandado, pode ser que uma nova ação tenha que ser apresentada. No entanto, mesmo que acatada, a medida não valerá para todo o varejo nacional de forma automática – mas sim para as empresas associadas ao IDV dentro dos limites judiciais.
(Foto: Junot Lacet Filho)

As despesas das famílias brasileiras no varejo devem atingir R$ 568,6 bilhões ao longo deste ano, o que representa um acréscimo de 6,9% em comparação com o ano anterior, segundo dados do estudo IPC Maps, especializado em potencial de consumo no país. Na Paraíba, o consumo no varejo deve movimentar R$ 7,85 bilhões em 2026, registrando uma alta de 4,7% frente aos R$ 7,49 bilhões movimentados em 2025.

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No ranking nacional de potencial de consumo varejista, o estado ocupa a 17ª posição. A lista é liderada por São Paulo (R$ 150,5 bilhões), Minas Gerais (R$ 60,2 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 41 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 38,2 bilhões) e Paraná (R$ 37,5 bilhões).

Categorias de consumo no estado

Em solo paraibano, a liderança das intenções de gasto no varejo é do setor de vestuário confeccionado, estimado em R$ 2,88 bilhões em 2026 (alta de 4,6%). Na sequência aparecem os setores de eletroeletrônicos, com R$ 1,51 bilhão (+4,4%), e de mobiliários e artigos do lar, somando R$ 1,48 bilhão (+5,0%). Os desembolsos com calçados chegam a R$ 1,11 bilhão (+4,5%), seguidos por artigos de limpeza (R$ 589,7 milhões; +6,5%) e joias, bijuterias e armarinhos (R$ 257 milhões; +3,9%).

No cenário nacional, a distribuição segue perfil similar, com vestuário respondendo por R$ 194,4 bilhões, mobiliários e artigos do lar por R$ 121,5 bilhões, eletroeletrônicos por R$ 118,1 bilhões, calçados por R$ 78 bilhões, artigos de limpeza por R$ 42,7 bilhões e joias, bijuterias e armarinhos por quase R$ 14 bilhões.

Abertura de empresas

A expansão do consumo é acompanhada pelo crescimento do setor produtivo. No Brasil, mais de 377 mil empresas atacadistas e varejistas foram criadas entre abril de 2025 e abril de 2026 (+6,7%), totalizando 5,9 milhões de estabelecimentos.

Na Paraíba, o total de empresas do comércio subiu de 90.435 para 94.742 no mesmo período, uma alta de 4,8% (com 4.307 novos negócios). O comércio varejista no estado alcançou 89.272 estabelecimentos (+4,7%), enquanto o atacado somou 5.470 empresas (+5,5%).

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