WS: O drama de Hugo Motta ao ser mencionado por Vorcaro, sua condição decisiva no cenário e o futuro da Paraíba

Hugo Motta
Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

Em Brasília, em particular, e na Paraíba, de forma mais específica, há quem ande sem dormir direito com os fatos gerados a partir da capital federal envolvendo o presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, e sua intimidade com o empresário Daniel Vorcaro, por terem estado em Lisboa e Nova York, chegando a consolidar recursos na ordem de R$ 123 milhões para uma cunhada.

É preciso admitir o contraponto do líder do Republicanos, que argumenta estarem os processos dentro da legalidade e de sua representação com abrigo institucional pelo cargo que exerce. Mas ele deve e precisa entender a força da blindagem dos atos praticados.

Origem e efeitos

Hugo Motta está no meio de um imenso furacão ético a envolver fortemente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deliberadamente decidido a implodir a CPI do Banco Master e, mais ainda, buscar inviabilizar ao máximo o governo Lula. Há comprovações bombásticas.

As acusações contra Alcolumbre são devastadoras, com um cenário nunca visto na República de um presidente do Congresso encalacrado até o pescoço.

Pautas fundamentais

O fato é que, na conjuntura atual, Hugo Motta é o que resta de diálogo do Congresso com o Executivo federal para implodir e/ou atenuar as pautas-bomba, bem como avançar em matérias fundamentais para Lula — por exemplo, avançar com a pauta 6×1, bloqueada no Senado por Alcolumbre, que joga como inimigo.

A rigor, são muitas as provocações da ultradireita exigindo do presidente da Câmara pautar matérias em confronto com o Executivo, mas que, por seu poder regimental, ele tem segurado a onda, dialogando com Lula em nível fundamental para o momento eleitoral no país.

A disputa na Paraíba

Não precisa ser cientista político da UFPB para projetar que o futuro da eleição de 2026 no estado ainda passará pelos desdobramentos dos fatos e dos escândalos em Brasília, devendo envolver lideranças políticas.

Ainda há os burburinhos de uma possível candidatura do deputado Aguinaldo Ribeiro ao TCU; entretanto, é a conjuntura de crise na cena federal envolvendo Alcolumbre e Lula que gera a necessidade de o Executivo manter a porta aberta com Hugo Motta, pelo papel decisivo que exerce.

Só que, no frigir dos ovos, vamos ter que esperar novas revelações bombásticas, não só no caso Master, para dimensionar logo, logo os efeitos na sucessão paraibana por possível envolvimento de líderes made in PB. No momento, este é o resumo da ópera.

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“O olho que existe / é o que vê”

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