É muito comum nos despedirmos numa comunicação escrita ou quando estamos falando com alguém à distância, enviando um abraço. Fazemos isso porque entendemos a importância desse gesto simples representando atenção, afeto, consideração.
O abraço, em todas as circunstâncias, tem um efeito terapêutico. É uma atitude carregada de sentimentos e emoções. Compartilha alegrias, comemora solidariamente as conquistas, festeja os acontecimentos felizes. Mas também transmite conforto nos instantes de dor, sofrimento, decepções, tristezas. O abraço, na manifestação sincera e espontânea, traz uma carga de amor fraterno, com poderes de transformação no nosso estado de espírito. Após um abraço nos sentimos outro. Através dele percebemos que não estamos sós, nem nas ocasiões de contentamento, nem, e principalmente, nas situações de dificuldades e desânimo.
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Estou refletindo sobre o abraço afetivo, cheio de sentimento, não o que se dá por convenção social, frio, formal, numa saudação de chegada ou de despedida em encontros fortuitos. Quero falar do abraço que traz intensidade no encontro de corpos. O enlaçamento dos braços entre duas pessoas que se gostam, configura-se uma comunicação íntima de carinho, de respeito, de comunhão de sentimentos.
Não é de se estranhar que as relações sexuais se iniciem com um abraço, porque é o momento em que o amor, a paixão sentida um pelo outro, desperta a libido, potencializa os desejos, constrói o ritual dos prazeres da sensualidade. No abraço de enamorados tem que ter “pegada”, química, toque mágico de pele.
O abraço, portanto, só nos faz bem, tanto quando oferecemos, quanto ao recebê-lo. Não há forma mais afirmativa de expor companheirismo, cumplicidade, adesão, aconchego, conforto, proteção, do que o ato de abraçar alguém.

