O resultado final das eleições em Cabedelo oferecendo a vitória do candidato Edvaldo Neto nem de longe significa leitura das urnas que, no frigir dos ovos, registrou abstenção (ausência) de 22 mil eleitores.
Se, como faz importante registrar, adicionar a esse contingente de votantes ausentes mais 2.171 votos em branco e 2.140 nulos esse universo de votos contestando as opções eleitorais se traduz em séria advertência ao conjunto de Poder em torno do prefeito eleito.
O que se traduz na prática
Os números frios da eleição em Cabedelo revelam que dos 50.520 eleitores a votar, apenas 30.746 eleitores compareceram à votação. O fato é que desse montante de eleitores comparando ao pleito, o prefeito teve 16.180 votos contra 10.255 de Walber Virgulino.
Na prática, significa dizer que 22.774 deixaram de votar em um dos candidatos, logo a quantidade de abstenção foi maior do que mesmo o mais votado totalizando 42.5% de abstenção – quantidade expressiva.
A rigor, se depurado o quantitativo real de votantes, é preciso admitir e/ou projetar que os 6 mil comissionados eleitores fizeram a diferença no pleito eleitoral.
Futuro com realismo
O prefeito eleito Edvaldo Neto precisa se debruçar fortemente sobre as causas dessa quantidade expressiva de abstenção e de votos nulos e brancos porque todo o saldo exposto se traduz em sério problema silencioso.
É preciso, identificar por que Intermares, Poço, Camboinha, etc se manifestaram se ausentando – logo um contingente geográfico de poder aquisitivo e de gente “Papo Cabeça” agiu assim.
Haja dramas reais a exigir enfrentamento inteligente!
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