A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal avançou nesta quarta-feira (1º) após o Senado Federal confirmar o recebimento da mensagem presidencial enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O envio formal inaugura uma nova etapa do processo, permitindo o início da tramitação no Legislativo.
Com a formalização, encerra-se um impasse político que se arrastava há mais de quatro meses e que travava o andamento da indicação. A partir de agora, o documento será lido em plenário e encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o indicado deverá passar por sabatina antes de eventual aprovação.
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Próximos passos no Senado
O próximo passo depende do presidente da comissão, senador Davi Alcolumbre, responsável por designar o relator da matéria e definir a data da audiência.
No entanto, a marcação da sabatina tornou-se o principal foco de tensão entre o governo federal e a cúpula do Senado, diante da ausência de consenso sobre o cronograma.
Impasse político e possível atraso
Interlocutores próximos à presidência da Casa indicam que não há pressa para acelerar o processo, o que pode empurrar a análise para o segundo semestre. O cenário reflete divergências políticas que se intensificaram desde novembro de 2025, quando o nome de Messias foi anunciado.
Na ocasião, a escolha contrariou a preferência de Alcolumbre, que defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco. A demora no envio da mensagem presidencial ampliou o desgaste entre as partes, culminando no cancelamento de uma sabatina prevista para dezembro, à época inviabilizada pela falta do documento oficial.
Articulação política e apoio no plenário
Durante o período de indefinição, Messias intensificou sua articulação política no Senado, reunindo-se com dezenas de parlamentares em busca de apoio. O objetivo era assegurar os 41 votos necessários para a aprovação no plenário.
Segundo aliados, a decisão de Luiz Inácio Lula da Silva de encaminhar a mensagem ocorreu após manifestação do próprio indicado, que demonstrou confiança em já dispor de respaldo suficiente para viabilizar sua nomeação ao Supremo Tribunal Federal.