O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quinta-feira (26), o aumento nos preços dos combustíveis no país e acusou donos de postos de praticarem reajustes indevidos em meio aos efeitos da guerra no Irã. A declaração foi feita durante visita à linha de produção do parque fabril da Caoa, em Anápolis, em Goiás.
Governo tenta conter impactos da crise internacional
Segundo o presidente, o governo federal tem adotado medidas para impedir que a crise internacional impacte diretamente o custo de vida da população brasileira. As afirmações ocorreram durante discurso no evento de reinauguração da unidade industrial.
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Ao comentar o cenário global, Lula afirmou que o conflito no Oriente Médio não deveria justificar aumentos generalizados no Brasil, especialmente em produtos básicos. Ele ressaltou que o governo busca evitar que a instabilidade internacional provoque efeitos em cadeia sobre itens essenciais da alimentação.
Dependência externa pressiona preço do diesel
O presidente destacou, no entanto, que parte dos impactos é inevitável. De acordo com ele, o Brasil importa cerca de 30% do óleo diesel consumido no país, o que torna o preço do combustível sensível à variação do dólar.
Ainda assim, Lula afirmou que o governo tem recorrido a subsídios como forma de conter o repasse integral desses aumentos ao consumidor final.
Suspeita de práticas abusivas em postos
Mesmo com essas medidas, o chefe do Executivo apontou a existência de práticas abusivas no mercado. Segundo ele, há estabelecimentos elevando preços sem relação direta com a crise internacional.
Lula também mencionou aumentos no etanol e no diesel que, na avaliação do governo, não se justificam diante do cenário atual.
Fiscalização é acionada para coibir irregularidades
Diante disso, o presidente anunciou a mobilização de órgãos de fiscalização para coibir irregularidades. Ele afirmou que a Polícia Federal e os Procons estão atuando para identificar e punir eventuais abusos praticados por agentes do setor.
Impacto direto no custo de vida
Lula também destacou o impacto direto da alta dos combustíveis sobre a economia doméstica, especialmente no custo de alimentos e no transporte de mercadorias.
Segundo ele, a elevação dos preços dos combustíveis tende a pressionar toda a cadeia produtiva, com reflexos imediatos no bolso do consumidor.
Ao final, o presidente afirmou que o governo segue trabalhando para minimizar os efeitos da alta de preços sobre a população, sobretudo entre as camadas mais vulneráveis.