O cantor paraibano João Lima passou à condição de réu após a Justiça da Paraíba aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) por tentativa de feminicídio contra a ex-esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante. Com a decisão, o caso avança para a fase de instrução, com coleta de provas e depoimentos.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
Na denúncia, protocolada na última quinta-feira (19), o MPPB aponta que o artista deve responder por uma série de crimes:
- tentativa de feminicídio, com agravante de meio cruel (asfixia)
- estupro
- lesão corporal no contexto de violência doméstica
- induzimento ao suicídio
- ameaça
- violência psicológica contra a mulher
O Ministério Público também solicitou que o réu seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. A partir de agora, João Lima foi citado para apresentar resposta à acusação, enquanto o processo seguirá com oitiva da vítima, testemunhas e análise de laudos.
Posicionamento da defesa da vítima
Segundo a advogada da vítima, Dayane Carvalho, o recebimento da denúncia representa um marco no caso. “Isso não é uma condenação, mas também não é algo simples. É o reconhecimento de que há indícios concretos de autoria e materialidade, e que o caso precisa ser enfrentado com seriedade. Para a Rafaella [Brilhante], isso tem um peso muito grande. Porque deixa de ser apenas a dor dela narrada e passa a ser uma acusação formal, construída com base em provas, laudos e depoimentos”, afirmou.
Situação do acusado
João Lima está preso desde o dia 26 de janeiro no Presídio do Roger, em João Pessoa, após se entregar à polícia. Ele já soma quase três meses de prisão preventiva. A defesa entrou com pedido de habeas corpus para que o cantor responda ao processo em liberdade, mas o MPPB se posicionou contra a soltura. O recurso ainda aguarda análise do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
Relembre o caso
O caso teve início após a divulgação de vídeos nas redes sociais que mostram agressões dele contra Raphaella Brilhante. A vítima registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, também na capital. Posteriormente, ela publicou um relato confirmando os episódios de violência e descrevendo o impacto emocional vivido.
De acordo com os autos, as agressões registradas por câmeras de segurança ocorreram no dia 18 de janeiro na casa dos pais da vítima. O documento aponta que o cantor “teria agredido a vítima com socos, apertos na mandíbula e amordaçamento para silenciar seus gritos”. Ainda segundo a denúncia, ele teria entregue uma faca à mulher e ordenado que ela se matasse.