Em meio ao período pré-eleitoral, a construção de imagem e a forma de comunicação dos candidatos se desenvolvem. Para o estrategista político Juarez Guedes, presente no Confep e que já atuou em campanhas premiadas do governador João Azevêdo (PSB), o momento atual exige mais do que visibilidade: pede autenticidade e coerência entre discurso e prática.
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Segundo ele, as mudanças na legislação e o avanço das redes sociais transformaram o cenário político em um ambiente de comunicação contínua, no qual o eleitor acompanha e avalia o comportamento dos candidatos o tempo todo. Nesse contexto, a reputação passa a ser construída antes mesmo do início oficial das campanhas.
“Direi que esse momento é de construção dessa reputação, da projeção de imagem alinhada àquilo que realmente é genuíno, coerente com a trajetória do candidato”, afirmou.
Autenticidade como fator decisivo
Juarez ressalta que não há mais espaço para personagens artificiais na política. Para ele, o eleitor pode até ser enganado momentaneamente, mas dificilmente perdoa quando percebe inconsistência. “O eleitor até pode se permitir ser enganado, mas jamais perdoa quem tenta enganá-lo”, destacou.
Outro ponto central apontado pelo estrategista é a importância da conexão emocional com o público. Mais do que transmitir mensagens, os candidatos precisam construir vínculos reais com os eleitores, fazendo com que eles se identifiquem com propostas e valores.
Na avaliação de Juarez , esse fator será ainda mais decisivo nas eleições de 2026, especialmente diante do avanço de ferramentas como a inteligência artificial, que tende a equilibrar o uso de tecnologia entre diferentes campanhas.
Com isso, o diferencial deixa de ser apenas técnico e passa a ser humano. “A grande capacidade vai ser do candidato que conseguir mover as pessoas de verdade”, explicou.
Engajamento e multiplicação da mensagem
Ele destaca que o voto não nasce apenas da propaganda, mas da relação entre pessoas. Quando o eleitor se sente parte de um projeto, ele passa a replicar espontaneamente a mensagem, ampliando o alcance da campanha de forma orgânica.
“Não é o candidato sozinho que conquista o voto. É o eleitor que, conectado à mensagem, passa a transmiti-la”, disse.
Para o estrategista, o candidato que conseguir transformar apoiadores em multiplicadores será quem terá vantagem no processo eleitoral. A lógica, segundo ele, é simples: pertencimento gera engajamento, e engajamento gera voto. Guedes aponta que a disputa de 2026 deve ser menos sobre quem fala mais e mais sobre quem consegue mobilizar melhor.