O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado (Sindipetro-PB), Omar Hamad Filho, saiu em defesa dos estabelecimentos e atribuiu a responsabilidade da escalada de preços diretamente às distribuidoras. A declaração foi dada em entrevista ao programa Arapuan Verdade nesta terça-feira (11).
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Segundo o dirigente, o mercado enfrenta um comportamento abusivo por parte das empresas de distribuição, comparando o momento atual ao caos logístico vivido durante a pandemia.
“Outra vez está tendo um excesso muito grande por parte das distribuidoras com esses aumentos, e está se parecendo com a época da pandemia que se acabou-se com todo o sistema de logística”, disse
A disparada nos valores é visível no bolso do consumidor paraibano. Em menos de uma semana, reflexo direto do agravamento dos conflitos no Oriente Médio e do bloqueio no Estreito de Ormuz após a ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã, o preço da gasolina em João Pessoa saltou de uma média de R$ 5,85 para R$ 6,11.
O impacto, no entanto, é ainda mais severo no interior do estado e em pontos específicos da capital, onde os valores já chegam ou ultrapassam a marca dos R$ 7,00. Representantes do setor argumentam que os postos apenas repassam os custos impostos pela estrutura atual do mercado internacional e pela política de preços das distribuidoras.
Diante da crise no setor energético, o Governo Federal agiu para reforçar o comando do órgão regulador. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto, publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (11), designando três novos diretores-substitutos para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A autarquia, que é vinculada ao Ministério de Minas e Energia, tem o papel crucial de fiscalizar e regular as atividades econômicas do setor, sendo a peça-chave para garantir o equilíbrio no abastecimento nacional.
Os novos nomes escolhidos para a lista de substituição da diretoria colegiada já possuem longa trajetória dentro da agência. Júlio Cesar Candia Nishida, atual superintendente de Fiscalização do Abastecimento, atua na regulação de petróleo desde 2013. Junto a ele, foram escolhidas Cristiane Zulivia, especialista em biocombustíveis e qualidade de produtos, e Amanda Duarte Gondim, que comanda a superintendência de Tecnologia e Meio Ambiente.
O trio reforça a equipe liderada pelo diretor-geral Artur Watt Neto, em um momento em que a transparência na formação de preços e a contenção de impactos externos se tornaram prioridades máximas para a economia brasileira.