O Brasil está vivendo um momento inédito de desconcentração de renda, de acordo com estudo da Conferação Nacional de Municípios (CNM). A análise dos dados divulgados em dezembro de 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Produto Interno Bruto dos Municípios revela o crescimento, principalmente, das menores cidades do país.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
“Enquanto a participação dos grandes Municípios no PIB nacional recuou de 55% para 47% entre 2010 e 2023, o interior assumiu o protagonismo, com os pequenos e médios Municípios alcançando 22% e 31% de relevância, respectivamente”, aponta o estudo.
Em relação às regiões com maior contribuição para o PIB nacional, o Sudeste segue na liderança mesmo com o recuo de 56% em 2010 para 52% em 2021, mas retomando para 53% em 2023. Por outro lado, o Centro-Oeste teve um avanço de 9% para 11%.
O estudo também aponta a difusão do crescimento da economia entre os Municípios de cada Estado, ou seja, a quantidade de Municípios com crescimento do PIB em relação à proporção total. Nesse cenário, o destaque ficou com a Região Nordeste (84%), seguido da região Norte (82%) e Sudeste (79%).
Recorte paraibano
A Paraíba registrou um alto avanço de 7,16% no PIB real entre 2022 e 2023 por Unidade da Federação, representando um crescimento muito acima da média nacional (3,30%).
Com 94% dos municípios crescendo, o desenvolvimento não ficou restrito à capital. A riqueza foi difundida pelo interior, colocando a Paraíba no topo da federação em difusão de crescimento – ao lado do Amapá e atrás de Roraima e Distrito Federal, ambos com 100%.
O estado também registrou aumento de 7,15% no PIB per capita, atingindo 97% das cidades. O avanço demostra que os paraibanos, da maioria das regiões do estado, vivem em municípios que geraram mais riqueza por habitante.