A análise das amostras de água coletadas no Açude Velho, em Campina Grande, deve ter resultado divulgado em até 10 dias pelo Núcleo de Laboratório Forense do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), em meio à mortandade que já levou à retirada de mais de 10 toneladas de peixes do reservatório. A apuração também envolve a possibilidade de crime ambiental, com investigação em andamento sobre as circunstâncias que levaram ao episódio.
As coletas ocorreram na segunda-feira (12), segundo a superintendente do IPC em Campina Grande, Juliana Holanda, com retirada de material em três pontos, na área central do açude, nas margens onde houve maior concentração de peixes mortos e em um trecho de maior profundidade. O trabalho de remoção dos animais segue desde o domingo (11), com equipes atuando no local.
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De acordo com Juliana, as amostras já estão em análise no laboratório do IPC e também passam por exames em laboratório parceiro, com foco em propriedades físicas, químicas e microbiológicas, a partir de parâmetros técnicos de controle de qualidade aplicáveis ao tipo de ambiente. O objetivo é apontar o que provocou a morte dos peixes e verificar se houve algum fator externo, incluindo a hipótese de contaminação intencional.
“Essa água foi trazida para o nosso laboratório e já começamos a trabalhar com essas amostras. Hoje vai ser feita uma nova análise num laboratório parceiro, e a gente espera que essa análise traga uma resposta do que realmente provocou essa morte de peixes”, explicou.
A superintendente acrescentou que o instituto trabalha com prazo legal de 10 dias, previsto no Código de Processo Penal, mas não descartou pedido de prorrogação. “Temos um prazo de 10 dias para liberar nossos laudos. Porém, diante da complexidade, a gente pode precisar de um tempo maior e se solicita a prorrogação desse prazo para não ser inconsequente”, afirmou.
