O técnico Evaristo Piza, que atualmente comanda o Campinense, revelou ter sofrido um calote por parte do Botafogo-PB. A denúncia foi feita em entrevista ao repórter Felipe França, na qual o treinador manifestou sua profunda decepção com o “silêncio” da diretoria do ex-clube, especialmente após ter livrado a equipe do rebaixamento na Série C do Campeonato Brasileiro em 2025.
Piza destacou sua gratidão pela torcida, mas lamentou a postura do clube após o término de seu vínculo.
“Não tem mágoa, tem uma história grande lá, né? São 113 jogos, conquistas, né? Ajudei bastante, disputa de acesso, título, vice-campeão da Copa do Nordeste, ajudei na manutenção da equipe duas vezes, né? Voltei pro clube pra salvar do rebaixamento”, ressaltou Piza.
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Segundo o treinador, após cumprir a missão de garantir a permanência da equipe na Série C, ficou pendente o acerto do distrato. O treinador e o clube haviam acordado um prazo de 60 dias para o pagamento, que não foi efetuado na data combinada.
“A gente vai para dar o resultado, dá o resultado, e aí fica em aberto um distrato. E esse distrato, a gente entendeu e deu um prazo para o clube, de 60 dias para receber, e no dia que é para ser efetuado o pagamento, a gente não recebe pelo que fez”, revelou.
Piza relatou que suas tentativas de contato com a diretoria foram ignoradas. “Daí a gente liga, não tem resposta. A gente manda mensagem, visualiza e não responde”, afirmou.
O técnico concluiu que esperava, no mínimo, uma justificativa ou um posicionamento, em respeito à sua história e ao trabalho realizado. “Ou menos uma resposta por uma ligação: ‘Piza, ó, infelizmente não conseguimos cumprir, a gente tá com um momento agora de dificuldade, enfim, dá para dar um prazo, vão tentar ver para frente…’ ou menos retribui com uma ligação, e isso não ocorreu”, finalizou.